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MEC cria comissão para rever diretrizes do curso de Jornalismo

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(Imprensa) O Ministério da Educação (MEC) criou uma comissão para avaliar as diretrizes da graduação em Jornalismo nas universidades brasileiras. O grupo será presidido pelo professor José Marques de Melo, fundador da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e colunista da revista Imprensa.

Segundo informou a Agência Brasil, a comissão terá início na próxima quinta-feira (19) e os trabalhos durarão 180 dias.

O objetivo da comissão será avaliar e rever o conteúdo pedagógico das grades de comunicação social. O ministro da educação, Fernando Haddad, chegou a levantar a possibilidade de criar um curso de especialização em Jornalismo, para que profissionais de outras áreas possam exercer a profissão.


MEC vai criar comissão para definir diretrizes básicas do curso de jornalismo

O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu a criação de uma comissão que vai definir as diretrizes básicas dos cursos de graduação em jornalismo. O objetivo é assegurar a qualidade da formação dos jornalistas, profissão considerada pelo ministro como central para o sistema democrático.

De acordo com informações que chegam ao Ministério, 80% dos cursos de jornalismo em funcionamento no País são de baixa qualidade. A comissão ficará encarregada de fazer propostas ao Conselho Nacional de Educação que, por sua vez, irá formular novas diretrizes curriculares. Elas servirão de base para a autorização e reconhecimento de novos cursos e para o controle da qualidade dos que já existem, permitindo, inclusive, o fechamento dos que não estiverem adequados.

Comissão será formada em breve


A comissão será formada por pessoas com sólida formação teórica, mas que também possuam experiência profissional. Ainda não existe data fixada, mas, segundo a assessoria do Ministério, ela deverá ser instituída nos próximos dias.

 

 

 

O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira, durante encontro com representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ).

MEC não vai interferir na regulamentação da profissão

Segundo o coordenador-geral de comunicação do Ministério, Núnzio Filho, a reunião também serviu para esclarecer que o ministro não irá interferir na regulamentação da profissão, mas na qualidade dos cursos de graduação em jornalismo.

 

 

“Se o Supremo decidir pela manutenção da obrigação do diploma, os cursos têm que melhorar. Se derrubar, eles têm que melhorar muito”, afirma Núnzio.

O presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, apóia a decisão do ministro e pretende participar ativamente na construção das novas diretrizes básicas.

“A Fenaj, assim como o MEC, se preocupa com a qualidade da graduação do jornalista”, avaliou Murillo.

Novas tecnologias modificaram o jornalismo

O presidente da SBPJor, Carlos Franciscato, defendeu a posição do ministro e informou que a última atualização curricular do curso de jornalismo foi feita há dez anos.

 

 

 

“De lá para cá, as inovações tecnológicas modificaram a própria forma de fazer jornalismo, a estrutura operacional, mas não modificaram o princípio”, disse Franciscato.

Também participou da reunião o presidente da FNPJ, Edson Spenthof. (Comunique-se)


Uninove se “equivoca” em anúncio publicitário

A UNINOVE (Universidade Nove de Julho) se “equivocou” em um informe publicitário veiculado esta semana na Folha de São Paulo. Na primeira página do anúncio lia-se que a instituição investia constantemente em infra-estrutura.

Resta saber se a falta de equipamentos adequados, como ampliadores quebrados no laboratório de fotografia ou computadores obsoletos no laboratório de informática não são considerados parte da infra-estrutura. Também nos impressiona a lentidão do atendimento na secretaria, onde constantemente alunos são vistos perdendo a paciência devido ao abuso da instituição quando praticam o “não atendimento” justamente por falta da mesma!

Seria interessante analisarmos também as salas que estão surgindo na faculdade, agora qualquer “buraco” serve para dar aula, a palavra de ordem parece ser lucro, não importa em que condições os alunos estejam.

No informe lemos que a instituição investe continuamente em infra-estrutura, mas não cita o uso de programas não tão atuais como o Pagemaker, sendo que o mercado utiliza um mais moderno chamado InDesign, e mesmo trabalhando com o Pagemaker, muitas vezes os alunos “perdem” horas de trabalho porque os computadores não possuem memória suficiente.

Recentemente foi aprovada uma lei estadual que proíbe o fumo dentro de locais como a UNINOVE, no entanto, por falta justamente de infra-estrutura para acolher os fumantes, a fumaça é consumida por todos, numa comunhão extremamente saudável para a aquisição de câncer!

No mesmo informe lemos que a universidade é a maior instituição superior da cidade e a terceira do país, mas não diz claramente qual o parâmetro utilizado, já que, meses atrás, em uma avalização do MEC, a “gigantesca” instituição amargou as últimas posições no ranking do IGC (O IGC foi criado para, em um só indicador, medir a qualidade dos cursos de graduação, mestrado e doutorado. Para a graduação, é utilizado o CPC (Conceito Preliminar de Curso), baseado, entre outros dados, no Enade (Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes), do Censo da Educação Superior e na infra-estrutura, corpo docente e programa pedagógico). A UNINOVE ficou com a posição 148º entre 176 Universidades do Brasil, e em 25º de 35 Universidades do Estado de São Paulo conforme divulgado no site do MEC.

Seria interessante que a universidade debatesse os problemas com seus alunos antes de veicular certas informações. Seria saudável, ético e decente para todos!

Não sei quem é pior, a direção da Uninove que gasta em publicidade equivocada ou o MEC que brinca de “fiscalização”!

Leia na íntegra o informe: http://portal.uninove.br/marketing/downloads/informe_out08.pdf

Vídeo gravado na Unidade Vergueiro em frente a secretaria:


MEC estuda autorizar outros diplomados a exercer o jornalismo

“Eu gostei da idéia, o MEC poderia autorizar outros diplomados a serem médicos, engenheiros, advogados…assim nós, futuros jornalistas, exerceríamos essas funções igual eles exerceriam as nossas. O MEC deveria estudar um meio de melhorar o ensino no país, fazendo com que as crianças realmente aprendam a ler e escrever, isso sim é importante cambada de asnos!” (Adriano)

A matéria da Folha está logo abaixo…

Proposta de Haddad é permitir que qualquer profissional com formação superior também possa trabalhar na área

Sérgio Murillo de Andrade, presidente da Fenaj, diz que a proposta é “inoportuna’; ANJ não comenta porque caso está sob exame do STF

DA SUCURSAL DE BRASÍLIA

O MEC (Ministério da Educação) estuda autorizar profissionais que tenham formação universitária em qualquer área a exercer a profissão de jornalista. O ministro Fernando Haddad (Educação) também quer discutir as diretrizes dos cursos oferecidos na área que passarão por uma supervisão, a exemplo do que ocorreu com direito, medicina e pedagogia.
Ainda neste mês, o ministro disse que vai constituir um grupo de trabalho para apresentar, em 90 dias, uma proposta nesse sentido. “A comissão fará uma análise das diretrizes curriculares do jornalismo e, sobretudo, das perspectivas de graduados em outras áreas, mediante formação complementar, poderem fazer jus ao diploma.”
Ele disse à Folha que seu objetivo não é entrar na discussão travada no STF (Supremo Tribunal Federal) e no Ministério do Trabalho sobre a obrigatoriedade do diploma, mas tratar da formação do jornalista. Do ponto de vista prático, se o STF -que deve julgar ação neste semestre- entender que o diploma de jornalista é obrigatório, a discussão se tornará inócua.
“No mundo inteiro as pessoas se formam nessa área, mesmo onde não há obrigatoriedade. Sou favorável à boa formação. Não discuto a questão do exercício profissional.”
Para um profissional formado em outra área ser habilitado ao diploma de jornalista, ele precisaria cursar disciplinas essenciais para a formação na área, como técnica de reportagem, ética e redação, disse ele.
Para Max Monjardim, chefe da comunicação do Trabalho, a discussão poderia se dar no grupo que discute a regulamentação da profissão, do qual participa: “Seria bom se o ministro indicasse algum representante da Educação para participar do grupo que já está funcionando [no Trabalho]”.
O presidente da Fenaj (Federação Nacional dos Jornalistas), Sérgio Murillo de Andrade, considerou a proposta de Haddad “inoportuna”. Ele também participa do grupo criado pelo Trabalho. “É uma proposta feita por alguém que está distante da realidade da profissão.” A ANJ (Associação Nacional de Jornais) disse que não comentaria a idéia por ser só uma proposta e porque o assunto está sob o exame do STF.
No Supremo, o relator é Gilmar Mendes, que já autorizou profissionais da área a se registrarem sem possuir o diploma.