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Google anuncia esforço para digitalizar milhões de páginas de jornais antigos

Redação Portal IMPRENSA

Para disponibilizar imagens originais de jornais históricos na Internet, o Google aumentou os esforços para digitalizar milhões de páginas de arquivos de notícias, através de parcerias com as editoras responsáveis pelas publicações.

A decisão foi anunciada nesta segunda-feira (08), e tem o objetivo de aumentar a quantidade desses arquivos no Google News Archive. Há dois anos a empresa de internet já indexa reportagens dos jornais The New York Times e Washington Post. Agora, o esforço envolverá todos os jornais dos EUA e do Canadá, desde o Pittsburgh Post-Gazette até o Quebec Chronicle-Telegraph – mais antigo jornal da América do Norte, publicado por 244 anos.

De acordo com a agência de notícias Reuters, Punit Soni, gerente de produto do Google, afirmou que “não apenas será possível encontrar essas notícias, mas também visualizá-las exatamente da forma como elas foram publicadas na época, com fotogramas, títulos, artigos, anúncios e tudo”.

A ação é semelhante ao Google Book Search, que digitaliza os livros mais antigos, já fora de circulação, das maiores bibliotecas do mundo.

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Circulação dos jornais impressos aumenta no Brasil e revela um novo público leitor

A gramatura do papel-jornal

Por Fabricio Teixeira e Rodrigo Manzano

Aumento da circulação paga, diversificação dos leitores, fortalecimento comercial dos diários populares e gratuitos. Jornais brasileiros comemoram os resultados e ignoram as profecias mais pessimistas.

Há três anos, as coisas mudaram muito na vida de Renata. Com uma filha pequena e recém-separada do marido, viu-se obrigada a trabalhar e desde então é taxista na região central de Belo Horizonte. Em meio a essas mudanças, passou também a ler jornal, coisa que não fazia até então porque achava o formato standard das publicações muito desconfortável para a leitura, além de “chata” a linguagem e os textos, muito longos. Assim como Renata, milhares de brasileiros passaram a ler jornais nos últimos tempos, pelos mais variados motivos. Dados da ANJ – Associação Nacional dos Jornais – apontam um aumento de 89,03% na circulação paga dos jornais nos últimos 17 anos.

Em agosto de 2006 – ou seja, há exatos dois anos – a revista britânica The Economist publicava uma incendiária reportagem de capa sob o título “Quem matou o jornal?” No texto, traçava os mais pessimistas prognósticos para os jornais impressos em todo o planeta, face ao crescimento do acesso às novas tecnologias. A reportagem anunciou: “de todos os ‘velhos’ meios de comunicação social, os jornais são os que mais têm a perder frente à internet. A circulação vem caindo na América, Europa Ocidental, América Latina, Austrália e Nova Zelândia durante décadas. Mas nos últimos anos a web acelerou o declínio”. Para completar, a revista lembrou a profecia feita por Philip Meyer (autor de “Os jornais podem desaparecer?”, Editora Contexto), para quem no primeiro trimestre de 2043 o último leitor norte-americano tossirá ao lado da derradeira edição impressa de um jornal.

Nem a The Economist nem Meyer conseguiram prever que nos países emergentes uma nova situação subverteria as previsões matemáticas e os dados estatísticos. Ao contrário do anunciado,o aumento significativo da circulação em países como China, Índia e Brasil refletiu-se no cômputo global, resultando em um pequeno aumento no mundo todo. (Revista Imprensa)