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Fotógrafos protestam contra nova Lei Antiterrorismo do Reino Unido

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Nesta segunda-feira (16), cerca de 150 fotógrafos participaram de uma manifestação em frente à sede da Scotland Yard, a polícia de Londres, contra a inserção de um novo parágrafo na Lei Antiterrorista do Reino Unido.

De acordo com o adendo, fotografar policiais e militares pode ser considerado crime se a imagem for utilizada posteriormente para ações terroristas. A justificativa do Ministério do Interior é que as forças de seguranças do país devem ser protegidas de um possível atentado.

Poderá ser crime fotografar policiais mesmo casualmente, como num jogo de futebol ou numa passeata, informou a agência de notícias Efe. O Sindicato Nacional de Jornalistas (NUJ) declarou que a medida pode intimidar fotógrafos no exercício legítimo de sua profissão.

Para Peter Murray, vice-presidente do NUJ, esta é “uma legislação muito estranha“, apesar do Ministério ter afirmado que as imagens só serão consideradas criminosas em “circunstâncias excepcionais“. (Imprensa)


Fotojornalismo ontem e hoje [Palestra]

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Rolando, atualmente aposentado, irá mostrar um pouco de sua carreira que começou em 1954 e inclui coberturas marcantes como do governo Juscelino, os tempos de repressão vividos sob regime militar a partir de 1964 e também contar o dia-a-dia de um repórter fotográficos que dedicou mais de 30 anos ao fotojornalismo, muitos deles no jornal O Estado de S. Paulo.

Já Paulo Pinto, do jornal O Estado de S. Paulo, contará suas experiências de Copas de Mundo, Olimpíadas e um mundo particular dentro do fotojornalismo que é a cobertura esportiva, uma de suas especialidades. Além disso os dois irão traçar paralelos com relação aos avanços tecnológicos que surgiram e continuam surgindo dentro da profissão.

Além do bate-papo, haverá projeção de fotos. Juntos, soma-se bem mais de meio século de jornalismo e por que não dizer, história. A mediação do encontro será de Paulo Whitaker. Paralelamente ao evento, continua em cartaz a exposição FotoContexto 2008 – Mostra Anual de Fotojornalismo, que vai até o dia 20/02/209.

Fotojornalismo ontem e hoje
Local:
Teatro Eva Herz, Livraria Cultura – Conjunto Nacional
Endereço: Avenida Paulista 2073 – Cerqueira César – SP
Data: 09/02/2009
Horário: 19:30
Entrada gratuita


Fotografia Universitária

“mar de concreto” foto de Adriano Moralis

Agora que estamos captando imagens faço um convite para vocês! Já que vocês não escrevem, apesar de ser um curso de comunicação, por favor me enviem as melhores imagens que vocês captaram para o curso de Fotojornalismo, assim eu publicarei neste blog! 

Isso vale para quem não for aluno e queira participar, já que estamos recebendo visitas de todo o país, inclusive dos Estados Unidos!!! Obrigado! Gracias! Thank You! Tashi Delek!

Para enviar sua imagem: Fotografias com nome do autor e da imagem! Enviar para moralis@gmail.com


Feira em São Paulo traz destaques do fotojornalismo

SILAS MARTÍ
da Folha de S.Paulo

Thomas Hoepker passou semanas na cola do boxeador Muhammad Ali para fazer um retrato célebre de seu punho estendido em direção à câmera. Elliott Erwitt sentou mais de seis vezes diante de Marilyn Monroe para conseguir caras e bocas impecáveis. “Naquela época, quando a gente encontrava alguém interessante ou famoso, grudava nele”, lembra Hoepker em entrevista à Folha.

Já Erwitt tem saudade dos velhos tempos. “Isso que a gente fazia nos anos 60 não existe mais. Hoje sou como motorista de táxi, só faço o que mandam”, reclama. Pela falta de tempo e também por causa da morte das grandes revistas fotográficas, como a americana “Life” ou a alemã “Stern”, esses fotógrafos trocaram a imprensa pelo mundo da arte e expõem suas fotos em São Paulo, na segunda edição da feira de fotografia “I-Contemporâneo”, que é aberta na quarta para convidados.

A mostra acontece no nono andar do shopping Iguatemi, que, apesar da falta de vocação para museu, traz a chance de ver instantes marcantes clicados por grandes fotógrafos. São cerca de cem trabalhos, com preços de R$ 3.000 a R$ 9.000.

Hoepker, alemão, e Erwitt, francês, ambos radicados em Nova York, já estiveram à frente da agência Magnum, aquela fundada por Henri Cartier-Bresson e amigos e que definiu o que era fotojornalismo -ser registro visual de uma época. É bem isso que Hoepker exibe aqui em uma de suas fotos mais conhecidas.

Um grupo de jovens conversa à luz do sol num dia quente no Brooklyn, enquanto ao fundo surge a fumaça preta das Torres Gêmeas, alvejadas momentos antes por dois aviões. Hoepker conta que tentou chegar ao epicentro do ataque, mas ficou preso no trânsito.

Foi então na direção oposta e, do outro lado do rio, flagrou um clima nada terrorista. Em respeito às vítimas, disse que esperou três anos para publicar a imagem -estampada na capa de um livro seu-, mas foi acusado de banalizar a violência. “As pessoas são condicionadas pela mídia a enxergar realidades terríveis”, diz Hoepker. “Mas depois desligam a TV, e a vida continua. A realidade às vezes pode enganar.”

Outro exemplo do que parece, mas não é: Andy Warhol, quando posou para Hoepker, não tinha nada da força pop de sua obra. “Ele estava muito nervoso”, lembra o fotógrafo. “Parecia um zumbi, muito distante, absolutamente frio.” No caso de Erwitt, a missão impossível que pode parecer fotografar Fidel Castro e Che Guevara resultou bem fácil.

Ele conta que chegou a Cuba, conheceu uma equipe que fazia um documentário sobre o regime e se misturou ao grupo. “Ficamos lá fumando charutos o tempo todo, eu, Fidel, Che”, conta. “Eu fotografei o que podia entre um charuto e outro.”

Imagens fora do roteiro

Do outro lado do mundo, o brasileiro Miguel Rio Branco, hoje correspondente da Magnum e com exposição individual na mostra, fotografou cenas de Tóquio para um livro sobre os bastidores do filme “Babel”, de Alejandro Iñárritu.

Dos 20 dias que passou na cidade, registrou uma série que vai muito além do filme –cujos trechos em Tóquio contam os dramas de uma adolescente surda. Rio Branco, abusando das cores fortes que o consagraram, lança um outro olhar sobre a metrópole: deslumbrante e vazia.

I-Contemporâneo
Quando: de quinta a domingo (14/ 9), das 14h às 21h
Onde: shopping Iguatemi – 9º andar (av. Brig. Faria Lima, 2.232, tel. 0/ xx/ 11/8584-1747; livre)
Quanto: entrada franca


Ciclo de palestras debate a fotografia hoje no mundo

Por que fotografamos? É em torno dessa questão que a Semana da Fotografia 2008 percorre São Paulo de hoje a domingo. Com ciclo de palestras e uma exposição (veja texto nesta página), é o grande evento do gênero no Brasil.

A Semana terá como sede principal a Fnac Pinheiros (pça. dos Omaguás, 34, São Paulo; tel. 0/xx/11/3579-2000). A entrada é gratuita.

As conversas terão início às 18h, com lançamento da revista “FS/Clix”. Às 19h30, Lesley Martin fala sobre seu trabalho de curadora. Ela foi responsável por mostrar no NY Photo Festival uma exposição com artistas que trabalham com apropriação de imagens.

Amanhã, a artista Giselle Beiguelman comanda mesa sobre imagem na web 2.0 (às 16h30), enquanto a pesquisadora e fotógrafa inglesa Jane Maxwell contextualiza as produções contemporâneas brasileiras e britânicas, ao lado da fotógrafa Rochelle Costi (às 19h).

Eugenio Bucci, Maria Rita Kehl e Patricia Gouvea falam na quarta-feira sobre o tema “O Tempo na Imagem”. “As Misteriosas Formas de Beleza na Fotografia” é o assunto da palestra do holandês Hans Aarsman, na quinta (19h). Mais informações pelo site.

Para preencher a Semana, foram contratados como curadores Pio Figueroa, Rafael Jacinto e João Kehl, trio que pilota a Cia de Foto. Essa produtora paulistana ficou bastante conhecida por realizar fotos extremamente autorais, mas assinadas com o nome da empresa, não com o nome do fotógrafo.

“Só na fotografia não existe autoria coletiva. Por quê?”, questiona Figueroa. “Esse formato de troca é o mais produtivo tanto comercialmente como no desenvolvimento da linguagem”, afirma Jacinto.

Outro ponto que caracteriza o trabalho da Cia de Foto e que alimentará discussões no evento é a questão da finalidade da fotografia. “Queremos contradizer a idéia de que a foto só existe como registro, como documento histórico ou trabalho publicitário. Ela pode ser puro entretenimento, apenas pelo ato fotográfico”, diz Figueroa.

“[A fotografia] Tem de se impor como linguagem. Ainda aparece bastante ligada a serviços.” Para Figueroa, sua geração (de 30 e poucos anos) “cresceu com uma idéia glamourosa do fotojornalismo”.

“A aplicação técnica ou de serviço aprisiona nossa noção de fotografia”, aponta Jacinto. “A foto brasileira ainda está ligada a uma concepção modernista, de destacar na obra o nome do autor individual.” (Folha OnLine/Thiago Ney)


Imagens do Dia – Folha de São Paulo

Fotos de rostos e olhares são vistas em casas no morro da Providência, no Rio de Janeiro. Imagens fazem parte do trabalho de artista espanhol

Mais um link de fotojornalismo, dessa vez o destaque vai para a seção da Folha OnLine chamada “Imagens do Dia“. Atualizada diariamente, conforme o próprio nome diz, a seção traz as principais imagens do jornalismo ao redor do mundo!

www1.folha.uol.com.br/folha/galeria/imagemdodia/


Fotojornalismo – World Press Photo

Pequim, China, 04 de junho de 1989 (Massacre na Praça da Paz Celestial)

Como nesse semestre teremos Fotojornalismo, vou colocar o link do World Press Photo para que vocês acessem e vejam as imagens. O World Press Photo é o maior prêmio de fotojornalismo do mundo, recentemente a premiação passou pelo Brasil, com uma exposição no Sesc Pompéia, onde estavam disponíveis os vencedores de 2007.

www.worldpressphoto.org