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100 anos de Machado de Assis (Por Bruno Palmito)

De vendedor de doce a escritor do mundo – 100 anos sem o pai da literatura brasileira   

 

O renomado escritos, Machado de Assis, também possuía uma eximia habilidade no xadrez, seu hobbie preferido

 

Instituído pelo Ministério da Cultura como “Ano Nacional Machado de Assis”, 2008 marca o centenário da morte (ocorrida em 29 de setembro de 1908) do maior escritor brasileiro, reconhecido internacionalmente, Joaquim Maria de Machado de Assis, que nasceu em 21 de junho de 1839, no Rio de Janeiro. Filho de operário perdeu sua mãe ainda muito jovem. Em 1855, aos quinze anos, Machadinho, como era conhecido, estreou na literatura, com a publicação, na revista Marmota Fluminense, do seu poema “Ela”.

A carreira de Machado de Assis, de acordo com suas obras, teve dois períodos. A primeira fase com livros de caráter românticos, como: Ressurreição (1872), A Mão e a Luva (1974), Helena (1876), e Iaiá Garcia (1878), além das coletâneas de contos.

Já a segunda fase era marcada pelo realismo e introspecção, o humor e o pessimismo com relação à essência do homem e seu relacionamento com o mundo, neste período foram registrada obras como: Memórias Póstumas de Brás Cubas (1881), Quincas Borba (1892), Dom Casmurro (1900) e Esaú e Jacó (1904).

Em 1897 Lúcio Mendonça, escritor carioca, ao lado de Machado de Assis fundou a Academia Brasileira de Letras, no qual Machado foi o primeiro presidente por mais de dez anos.

Para homenagear o escritor será lançada, em setembro, uma edição especial de suas 42 obras, completas, em formato digital. As obras machadianas poderão ser baixadas pela internet gratuitamente no site www.dominiopublico.gov.br

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Leitores no Brasil são incentivados pela escola (Por Bruno Palmito)

O acesso a bibliotecas das escolas desperta nos jovens o interesse pela leitura

O índice nacional de leitura no Brasil é de 1,8 livros per capita por ano, resultado inferior à média de 2,4 livros da Colômbia e de sete livros da França.

 

A centralização do papel da escola em influenciar o hábito da leitura faz a diferença. Pois 55% da população brasileira considerada leitores, pela pesquisa do Plano Nacional do Livro e da Leitura, 54% são estudantes e 70% tem formação escolar.

 

Outro indicativo é que os estudantes lêem 3,4 livros, num total de 4,7 que são indicados pela escola. Sendo que apenas 1,3 livros não fazem parte do universo escolar. A escola facilita o acesso à leitura com suas bibliotecas e outros equipamentos culturais como a navegação na internet em busca de livros disponibilizados gratuitamente.

 

O Brasil como um país privilegiado para a formação de leitores abriga também um dos maiores eventos do mundo da leitura – A Bienal Internacional do Livro, que neste ano chegou a sua 20a edição.

 

Realizado pela Câmara Brasileira do Livro, a bienal conta, em 2008, com 350 expositores, sendo 73 estrangeiros. Com mais de dois milhões de livros à venda a feira trás para esse ano quatro mil lançamentos. Espaços culturais na bienal promovem discussões com a participação de 50 convidados vindos de 14 países, os debates abrangem o centenário da morte de Machado de Assis, 200 anos da indústria do livro no Brasil entre outros assuntos.

 

Mais informações: www.bienaldolivrosp.com.br