Governo vai mudar prova do Enade após suspeita de fraude

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, anunciou hoje que o governo vai aplicar o Enade (avaliação federal do ensino superior) também aos alunos do penúltimo semestre –antes o exame era restrito aos formandos. A mudança ocorre após suspeita de que a Unip seleciona apenas os melhores alunos para a prova.

A Folha já havia informado sobre os planos do MEC de alterar os critérios do exame. Até agora, o Enade era aplicado anualmente a estudantes concluintes e ingressantes de cursos superiores de universidades públicas e particulares. A cada ano é avaliado um grupo específico de cursos de graduação.

O objetivo da prova é avaliar a qualidade do ensino oferecido pelas instituições. Aquelas que apresentam resultados insatisfatórios podem sofrer sanções pelo MEC, como corte de vagas e até fechamento do curso.

A suspeita investigada pelo MEC é de que a Unip estaria retendo os “maus alunos” no penúltimo semestre para que eles não fossem inscritos no Enade. Assim, só os alunos mais preparados participariam da avaliação, elevando as notas dos cursos.

A universidade nega irregularidades e tem que apresentar sua defesa ao ministério. De acordo com a direção da universidade, a melhoria dos resultados nas últimas edições do Enade é resultado das inovações implantadas pela instituição em seus cursos.

Mercadante não informou se as mudanças valerão para a edição do Enade de 2012.

(Folha Online)

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Melhore seus conhecimentos em outras línguas com ajuda da internet

Existem várias maneiras de melhorar seus conhecimentos em outra língua. Sugiro a exploração das palavras e sua correlação com antônimos, sinônimos e palavras afins.

Um site muito interessante é o Visual Thesaurus . Seu funcionamento é simples. Voce digita uma palavra na língua estrangeira e ele visualmente mostra palavras com algum tipo de associação àquela digitada.

A língua principal do site é o inglês, mas ele também trabalha com italiano, holandês, espanhol francês e alemão.

O serviço também é uma boa opção para aprender a pronúncia da palavra. Um ícone de alto-falante ao lado da palavra pode ser clicado para ouví-la.

O serviço é pago, mas você pode usar várias vezes para testar. O custo é bem atraente, menos de US$ 2 por mês.

O site tem diversas funcionalidades que certamente interessaram àqueles que gostam ou estão aprendendo outros idiomas.

(via José Antonio Ramalho/Colunista Tec)


Seminário Internacional Regulação da Comunicação Pública

Um evento que deve ganhar visibilidade nos próximos dias e que diz respeito a todos que trabalham com jornalismo:

Acontecerá na Câmara dos Deputados, em Brasília, entre os dias 21 e 23 de março o “Seminário Internacional Regulação da Comunicação Pública”.

Segundo a Câmara, “O evento tem como objetivo discutir as experiências das legislações que dão suporte à comunicação pública em diferentes países, de forma a subsidiar os atores sociais brasileiros na proposição de políticas que assegurem a pluralidade de ideias e opiniões; que respeitem e valorizem a diversidade da cultura nacional; que garantam a todos os cidadãos e cidadãs o pleno exercício do direito à comunicação e à liberdade de expressão”

A assessoria de imprensa da Câmara disse que o evento será transmitido ao vivo pela internet.

Veja a programação e saiba como se inscrever para o evento aqui.

(via LUISA PESSOA/Novo em Folha)


Pública abre concurso “Microbolsas para Reportagem Investigativa”

A Pública, agência de jornalismo investigativo independente, anunciou em seu site, na última segunda-feira (27/2), o início do concurso de “Microbolsas para Reportagem Investigativa”, para incentivar a produção de reportagens independentes no Brasil. As inscrições podem ser feitas até o dia 23 de março.

O concurso é destinado a jornalistas freelancers e independentes com o objetivo de produzir matérias que contribuam para transparência pública, justiça social e defesa dos direitos humanos.

As inscrições devem ser realizadas através do e-mail contato.publica@gmail.com, com o título “Microbolsas”. O projeto deve conter uma pequena biografia do candidato, proposta de pauta inédita detalhada, plano de trabalho, duas referências de trabalho e plano de orçamento. As propostas serão analisadas pela Comissão julgadora composta por coordenadores e conselheiros da agência

Os ganhadores receberão prêmio no valor de R$ 4.000 para a realização da reportagem em texto ou vídeo e terão seus trabalhos divulgados na Pública.

Com informações do Midiamax.


Marco regulatório da mídia vai à consulta pública

O debate sobre as políticas de comunicação no Brasil foi reaquecido após manifestação do ministro Paulo Bernardo em um seminário realizado em Brasília no dia 14 de fevereiro. O ministro voltou a anunciar que em breve o marco regulatório vai à consulta pública. Questionado pela Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), o governo estuda enquadrar os sites noticiosos estrangeiros atuantes no país. Para a FENAJ, a regulamentação é necessária para atender aos interesses gerais da sociedade, não para satisfazer a uma parte do setor preocupada com a concorrência.

Segundo diversos veículos, durante o seminário sobre políticas de telecomunicações o ministro Paulo Bernardo anunciou que o marco regulatório “voltado para emissoras de rádio e TV” entrará em consulta pública nos próximos dias. A proposição aprovada na I Conferência Nacional de Comunicação, realizada em 2009, no entanto, era mais abrangente. Reivindicava a regulamentação dos preceitos constitucionais sobre comunicação e a formulação, com participação da sociedade, de uma política geral para o setor, não apenas para a área de radiodifusão.

Para Celso Schröder, presidente da FENAJ, a leitura que veículo A, B, ou C faz é menos importante. O fundamental é que o governo apresente a sua proposta. “E nós esperamos que ela respeite e incorpore as concepções aprovadas no processo mais democrático de debate do setor que já se realizou no Brasil, que foi a Confecom”, considera.

Schröder registra que em qualquer sociedade democrática existem regras a serem seguidas em todos os setores. E defende que na comunicação não pode ser diferente, “do contrário estaremos submetidos à barbárie e aos interesses privado-comerciais de algumas empresas que, sob o manto da defesa das liberdades de expressão e de imprensa, monopolizam e manipulam o setor”.

Quanto ao questionamento da Abert sobre a regulamentação de sites noticiosos após o anúncio de que o jornal eletrônico Huffington Post planeja lançar uma versão brasileira, o presidente da FENAJ é taxativo. “A questão é complexa e carece de regulamentação, mas que não seja pontual, para o governo atender os interesses das empresas preocupadas com a concorrência estrangeira”. Ele defende que o tema seja tratado com o enfoque do novo marco regulatório das comunicações, atendendo aos interesses gerais da sociedade. (FENAJ)


SP vai apurar reutilização de seringas em hospitais

Blitz flagra empresa que reutiliza material hospitalar

Santa Casa de S. Carlos e o Hospital São Lucas, de Ribeirão, podem ser clientes

Empresa esterilizava itens descartáveis e tinha contrato com cerca de 300 instituições de saúde

GABRIELA YAMADA
COLABORAÇÃO PARA A FOLHA, DE RIBEIRÃO PRETO

A Secretaria de Estado da Saúde fará uma força-tarefa para vistoriar cerca de 300 instituições de saúde -entre hospitais públicos e privados- que mantinham contrato com a Sterimed Serviços de Esterilização, de Cedral (424 km de São Paulo).

Blitz da secretaria multou e suspendeu as atividades da empresa após o Estado flagrar que no local eram reprocessados e esterilizados materiais hospitalares que só podem ser usados uma vez.

Entre eles, foram encontrados cinco seringas injetoras, 67 conectores de injeção e dois cateteres vasculares.

Os hospitais e unidades de saúde são do interior paulista, de Minas, Tocantins e Goiás. A secretaria deu um prazo de 48 horas para que a empresa forneça os 300 nomes.

Entre as instituições, há unidades da região -como a Santa Casa de São Carlos e o Hospital São Lucas, de Ribeirão Preto- e o Hospital de Base de São José do Rio Preto.

‘DESRESPEITO’

Para Isac Jorge Filho, conselheiro responsável pelo Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo) em Ribeirão, o ato é criminoso e expõe pacientes a riscos de contrair doenças graves e fatais. “É a institucionalização do desrespeito à população”, afirmou.

Segundo ele, o caso é ainda pior do que o episódio do ano passado em que lençóis e outros produtos hospitalares foram comercializados no país.

O reprocessamento indevido foi constatado na semana passada, após operação de fiscais da secretaria, com apoio da Polícia Civil e do setor de saúde da Corregedoria Geral de Administração, na Sterimed, região de Rio Preto.

Segundo a diretora do Centro de Vigilância Sanitária, Maria Cristina Megid, o reprocessamento era feito por funcionários à noite -o que foi constado na blitz-, nos últimos dias 15 e 16, após denúncia anônima. “Encontramos materiais que já estavam embalados e prontos para serem encaminhados aos hospitais.”

Entre os materiais reprocessados havia, também, um alicate para cirurgias ortopédicas com sujeira. Também foram encontrados produtos usados com prazo de validade vencido em 2007.

Uma tabela de preços entregue à secretaria aponta que a esterilização de seringas, por exemplo, custa R$ 5,75 a unidade.

Ontem, a Sterimed apresentou sua defesa à secretaria, que foi indeferida por falta de justificativas. A multa foi de R$ 184 mil. As instituições a serem vistoriadas poderão ser autuadas. (Folha de São Paulo)


Por que não criar um CNJ para a imprensa?

* Ricardo Kotscho
Foram praticamente unânimes os aplausos na imprensa para a corregedora Eliana Calmon pela vitória que conquistou esta semana no STF em sua batalha contra o corporativismo e a impunidade dos magistrados. Tanto nos comentários dos leitores deste Balaio como em outros sítios, os brasileiros comemoram a coragem desta mulher que resolveu abrir a caixa preta da Justiça.

Em comentário enviado às 6h59 deste domingo ao blog do meu colega Ricardo Noblat, no portal Globo.com, que reproduziu no sábado meu post de sexta-feira sobre o julgamento do CNJ no STF (“6 a 5: a sofrida vitória de Eliana Calmon”), o leitor Julio Cezar Noia Mattos levantou uma interessante questão, na qual também já vinha pensando:

“Poderiam aproveitar o clima para criar um órgão de controle externo para a imprensa, derrubando mais uma caixa preta, pois é mais que um direito dos cidadãos receber as informações sem manipulações e partidarismos”.

Por uma feliz coincidência, poderiam aproveitar até a mesma sigla do CNJ da Justiça criando o Conselho Nacional de Jornalismo. Foi mais ou menos essa a reivindicação que os presidentes da Federação Nacional dos Jornalistas e de 26 sindicatos estaduais levaram ao então presidente Lula, em 2004, quando eu era o Secretário de Imprensa e Divulgação da Presidência da República.

Na época, os mesmos órgãos da grande mídia, que agora defendem o controle externo do Judiciário, uniram-se contra a proposta dos jornalistas, acusando o governo de querer censurar a imprensa.

Sugestão endossada
Enviado ao Congresso Nacional em forma de projeto de lei, a proposta de criação do Conselho Federal de Jornalistas acabou sendo retirada pelo próprio governo pouco tempo depois, após um verdadeiro massacre promovido por colunistas e editorialistas dos jornalões, que não admitem qualquer regulamentação da atividade, hoje transformada numa terra de ninguém.

A formação deste CNJ da imprensa poderia ser feita nos mesmos moldes e com os mesmos objetivos do CNJ, encarregado de fiscalizar o Judiciário, ou do Conar, o órgão de autorregulamentação da publicidade, criado há mais de 30 anos e integrado por representantes de veículos, agências e anunciantes.

Por que não? As entidades patronais, hoje reunidas no Instituto Millenium, sequer admitiram discutir o projeto ou qualquer outro que proteja a sociedade dos abusos cometidos por veículos e jornalistas. No ano passado, o projeto de lei apresentado em 2004, com algumas modificações, voltou a ser debatido no Congresso Nacional e esta é uma boa oportunidade para estendermos ao chamado quarto poder os mesmos instrumentos de regulação e fiscalização que defendemos para o Executivo, o Legislativo e o Judiciário.

Trata-se de um assunto que interessa a toda a sociedade e não apenas aos diretamente envolvidos na atividade jornalística. Fica a sugestão do leitor Julio Cezar Noia Mattos, que eu endosso.

Precisamos urgentemente de uma Eliana Calmon também para a imprensa.

* Comentarista do Jornal da Record News e repórter especial da revista Brasileiros.

Publicado no blog do autor em 5/02/12