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“A necessidade do diploma era um interesse corporativista”, diz Juca Kfouri

Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA

O jornalista esportivo Juca Kfouri declarou ao Portal IMPRENSA que não é a favor da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão e que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) foi acertada.

O principal argumento de Kfouri é o fato dos “grandes nomes do jornalismo não terem o diploma”. “Essa é a minha opinião: curta e grossa”, completou. No entanto, ele salienta que é a favor da formação em jornalismo para agregar qualidade ao que é produzido.

Para ele, a lei que determinava formação específica para atuar como jornalista “foi herdada da ditadura militar”. Sublinhou também que “a necessidade do diploma era um interesse corporativista que não fazia mais sentido”.

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“Ministério Público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados”

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Ciro Gomes insulta Ministério Público e deputados

MARIA CLARA CABRAL
da Folha de S.Paulo, em Brasília

Entre as muitas reações às medidas anunciadas pelo presidente da Câmara, Michel Temer (PMDB-SP), contra a “farra das passagens”, a do deputado Ciro Gomes (PSB-CE) foi a mais “raivosa”. Indignado, ele chamou colegas de “babacas” e falou palavrões enquanto conversava com jornalistas.

Ao negar em plenário que tenha emitido passagens de sua cota para a sua mãe ir a Nova York (EUA), Ciro foi mais moderado. “Trata-se de leviana e grosseira mentira aquilo que foi feito, envolvendo pelo menos o nome de minha mãe, octogenária”, disse.

Minutos depois, no entanto, Ciro, ex-candidato a presidente da República, repetiu por diversas vezes aos jornalistas que creditavam a informação ao Ministério Público: “Ministério Público é o caralho! Não tenho medo de ninguém. Da imprensa, de deputados“. “Pode escrever o caralho aí”, disse.

Ainda muito irritado, o deputado criticou as medidas, anunciadas ontem, que vetam o uso da cota por familiares, chamando alguns colegas, sem dar nomes, de “babacas”. “Até ontem era tudo [o uso de passagens] lícito, então por que mudou? É um bando de babaca”, disse.

Em referência a Fernando Gabeira (PV-RJ), o deputado do Ceará também fez críticas a colegas que “se dizem do grupo dos éticos, mas dão passagens aos seus parentes”. Ciro disse que não só não usou sua cota para sua mãe como devolveu, desde 2007, R$ 189 mil aos cofres públicos.

Na última pesquisa Datafolha, feita em março, Ciro aparece em primeiro ou em segundo lugar na corrida presidencial, a depender do cenário.

Além dele, o deputado Sílvio Costa (PMN-PE) também fez fortes críticas a Temer. Ele afirmou que vai recorrer em plenário caso seja aprovado o ato da Mesa que acaba com o uso da cota para parentes. “Não é justo que mulher e filhos não possam vir a Brasília. Quer dizer que agora eu venho para Brasília e minha mulher fica lá? Assim vocês querem que eu me separe. É preciso acabar com essa hipocrisia. Ou a Câmara tem a coragem de falar a verdade ou cada dia vamos apanhar mais”, disse, para logo a seguir ser aplaudido por colegas.

Integrantes do PT, em reunião na tarde de ontem, também criticaram o presidente da Casa. O entendimento é que não se pode tomar atitudes de acordo com reportagens publicadas na imprensa. Ao contrário, Gabeira, que também teve seu nome envolvido no escândalo das passagens, foi à tribuna para defender Temer e dizer que em dez dias vai anunciar uma proposta de redução de custos “indolor” aos deputados.

Gabeira, que admitiu ter cedido passagens a uma de suas filhas, afirmou que já solicitou um levantamento para devolução do dinheiro e que passou “por um corredor polonês na imprensa”. “Eu arranhei minha imagem espontaneamente [ao admitir a emissão da passagem]. Não poderia trabalhar aqui fingindo que eu não usei.”


Turma do Gato Branco (trilha de Renê Esteban Rojo)

Turma do Gato Branco – Alterosas


Argentina propõe lei para desconcentrar a mídia

untitled21Principal atingido é o grupo Clarín; governo diz que meta é “democratizar informação”

Projeto dá a teles acesso ao mercado de TV a cabo; relação dos Kirchner com grupo de comunicação se deteriorou a partir de 2008

Thiago Guimarães (Folha de São Paulo)

DE BUENOS AIRES

Em um ano em que enfrentará um teste eleitoral, o atual governo da Argentina abriu ontem mais uma frente de batalha ao apresentar sua proposta de reforma da Lei de Radiodifusão, que vai regular o futuro das comunicações no país.

Anunciada pelo governo Cristina Kirchner como intento de democratização do setor, a Lei de Serviços de Comunicação Audiovisual autoriza a entrada das empresas de telefonia no mercado de TV a cabo, habilitando-as a oferecer o serviço de “triple play” (banda larga, TV paga e telefone), que dá seus primeiros passos no país.

No Brasil, a participação de teles nesse mercado é vetada, mas a proibição está sendo rediscutida no Congresso.

A iniciativa também limita o número de licenças de radiodifusão por empresa (24 para 10), cria uma “reserva social” (para entidades sem fins lucrativos) de 33% do espectro de radiofrequência (AM, FM, UHF, VHF), além de definir participação máxima de 35% no mercado de TV a cabo, entre outros pontos.

Por trás da discussão está a queda-de-braço do governo com o maior conglomerado de mídia do país, o grupo Clarín, dono de 50% dos mercados de TV paga e jornais, além de fatias em internet, rádio e TV.
O texto do governo atinge em cheio os interesses do grupo, por limitar sua participação e ampliar a concorrência no setor de TV a cabo -a espanhola Telefônica é um dos atores que negociam sua entrada no ramo.

“Qual é o problema, Clarín, por que está tão nervoso?”, questionou o ex-presidente Néstor Kirchner (2003-07) no último dia 10, ao criticar a cobertura política do grupo. A relação entre o casal Kirchner e o Clarín se deteriorou a partir do conflito do governo com o campo, em 2008. Insatisfeito com a cobertura pelo grupo, o governo apressou o debate da lei.
Mas o trato não fora sempre ruim. Foi sob Néstor, em 2007, que o governo aprovou a fusão entre a CableVisión e o Multicanal, as duas empresas líderes de TV a cabo do Clarín. Aprovada nos termos atuais, a lei poderia forçar a reversão da decisão.

“Pode ser que isso [a nova lei] levante questões ligadas a certos esquemas de negócio, mas a intenção é fortalecer a qualidade institucional da democracia e da opinião pública”, afirmou à Folha Luis Lazzaro, coordenador-geral do Comfer (Comitê Federal de Radiodifusão), órgão que regula o setor no país.

 

“Dívida da democracia”
A substituição da Lei de Radiodifusão vigente, editada na ditadura (1976-83), foi o único anúncio concreto de Cristina ao abrir o ano legislativo, no início deste mês. “É uma dívida da democracia”, afirmou então. Ontem, ela disse que a lei é “para que todos possam pensar por si mesmos e não como indicam uma rádio ou um canal”.

Cristina anunciou a lei no mesmo teatro de La Plata em que se lançou à Presidência. Com Néstor na plateia, disse que o projeto não é pessoal, mas “de todos os argentinos”.

Segundo Lazzaro, o texto será submetido a consulta pública por até 90 dias antes de ir ao Congresso. É tempo suficiente para o governo enfrentar uma batalha de cada vez -os Kirchner querem adiantar as eleições legislativas nacionais de outubro para junho.

O governo buscou legitimação social para seu projeto na Coalizão para uma Radiodifusão Democrática, encabeçada por entidades pró-governo, como a ONG Mães da Praça de Maio. “As telefônicas querem entrar no sistema de meios [de comunicação]. Sua capacidade econômica é muito maior, e quem já está, como o Clarín, quer evitar que novos entrem”, disse à rádio América Guillermo Mastrini, do grupo.

A reportagem procurou ouvir os grupos Clarín e Telefônica, mas não houve resposta.

 

 

 

 

 

 


Notícia urgente

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Diretor da “Nouvel Observateur”, umas das mais prestigiosas revistas da Europa, Jean Daniel fala da amizade com Albert Camus e diz que a crise levou o jornalismo a perder seus paradigmas


A capacidade que o jornalista tem de fazer o mal é devastadora


JUAN CRUZ

A sala de trabalho de Jean Daniel é repleta de fotos, e entre todas se destacam as que guarda de seu mestre, Albert Camus, que não apenas é seu conterrâneo como também uma fonte constante de inspiração.
Daniel dedicou um livro a ele, que está saindo agora em espanhol: “Camus na Contracorrente”, uma homenagem ao jornalista e intelectual que foi Nobel de Literatura e, ao mesmo tempo, um livro de estilo para o exercício do jornalismo.
No livro há uma imagem -da qual não há fotos- em que se vê Camus entrando numa boate com seus colegas do jornal “Combat”, que fazia a resistência à ocupação nazista de Paris. Eles tinham feito uma boa edição nesse dia, e Camus estava exultante. Ao entrar no bar, exclamou: “Vale a pena lutar por uma profissão como esta!”.
Jean Daniel tem uma trajetória longa como jornalista, talvez o mais influente da França em alguns momentos, sobretudo como diretor e cabeça pensante da “Le Nouvel Observateur”, uma revista elitista que ele decidiu converter em periódico de grande tiragem sem reduzir sua ambição cultural. Aos 88 anos, conserva todas as suas faculdades alertas, escreve seus artigos, viaja, apresenta livros e vive em contato permanente com a revista. E com a realidade.
Atrás de sua cadeira está a primeira página do “New York Times” do último 5 de novembro; o diário o cita em sua primeira página como respeitado esquerdista europeu que escreveu sobre “o épico glorioso de Barack Obama”, e Daniel está feliz com esse recorte, que sublinhou. E sobre aquela frase de Camus? Vale a pena lutar por este ofício?

 PERGUNTA – Como deve ser a relação do jornalista com o poder?
JEAN DANIEL
– Os jornalistas estão entre o poder e a história. E hão de saber como funciona o poder, com a condição de que o fascínio não caia na indulgência e na corrupção. Respeitadas essas condições, é muito interessante ver como funciona um homem que detém todos os poderes. Nesse momento é preciso desconfiar de tudo, até do mínimo detalhe. É difícil julgar com rigor e objetividade pessoas que estão à sua frente. Já me ofereceram de tudo: uma casa no México, por exemplo. Na Tunísia, também quiseram ser muito amáveis comigo. Mas a relação do poder com a imprensa é um problema nos dois sentidos. Já conheci épocas em que havia corrupção entre os jornalistas, mas conheci períodos em que os jornalistas eram acossados. Um homem com poder é um homem que esconde alguma coisa, e é preciso descobrir o que é. É um equívoco pensar que sempre há um crime. Existem os dois excessos, e hoje existe o excesso de transparência: não se sabe que crime existe, mas é preciso descobri-lo. É verdade que um ditador esconde tudo, e nosso papel é descobrir o que ele esconde. Mas já se passou dos limites: quando levada ao extremo -ou por virtude ou por vício-, a transparência chega à violação da vida privada. E há uma intromissão nova, a da fotografia na vida íntima. Quando se ultrapassam os limites, chega-se a aberrações. Veja o que aconteceu agora com Milan Kundera, o grande romancista tcheco, acusado de ter denunciado um companheiro. Ele tinha 21 anos na época; agora tem 79. Não havia provas. Os jornalistas foram a Praga e não encontraram provas. Mas saiu uma manchete junto a uma grande foto de Kundera: Kundera “teria sido”… E, com esse verbo no futuro do pretérito, mais a enorme foto e a manchete, Kundera passa a “ser”. O texto em si era honesto, mas o leitor se atém apenas à imagem e à força da condicional. Jornalismo é escrita, é texto. Mas naquela informação havia apenas a força da imagem, a força do título e a força do tempo verbal. Talvez o jornalista fosse honesto, mas veja só o resultado…

PERGUNTA – É o princípio da calúnia…
DANIEL
– Sem dúvida, só que hoje a calúnia se apoia nas novas tecnologias.

PERGUNTA – Na difusão de rumores…
DANIEL
– Não é exatamente isso. Alguns anos atrás, sim, se produzia a divulgação de rumores, um termo que começou com Beaumarchais [1732-99, autor da peça “O Barbeiro de Sevilha”]. Mas hoje a novidade está na apresentação das notícias. Você liga a televisão e vê um rosto. O que essa pessoa fez? E depois de ver o rosto, alguém diz: “Fulano foi acusado de…”. Sem provas. Não é apenas a difusão do rumor, é a força que se confere à apresentação do rumor.

PERGUNTA – A internet é um instrumento que difunde rapidamente tudo o que toca.
DANIEL
– Sim, possibilita a multiplicação do rumor.

PERGUNTA – Qual é sua posição sobre o futuro da imprensa a partir do surgimento desse instrumento poderoso?
DANIEL
– Se eu soubesse! Saber isso seria muito importante para muitas pessoas, inclusive os editores de revistas e jornais. É verdade que existe uma crise da imprensa; é possível que os jornais de hoje se tornem complementos da internet. A realidade será a internet. Essa é uma possibilidade. Já com o livro não vai acontecer o mesmo. Já ficou comprovado que as pessoas querem segurar um objeto como esse nas mãos. Existe algo de mágico no livro -a forma, as páginas.

PERGUNTA – Em que a internet contribui para o jornalismo?
DANIEL
– Para os jornalistas, a internet traz o gosto pela velocidade. A possibilidade de qualquer pessoa responder a qualquer pessoa. Ou o fato de que todo mundo possa ser jornalista e, nesse caso, que os próprios jornalistas deixem de acreditar neles mesmos, porque são questionados a todo momento. Está se produzindo um descrédito na função do jornalista.

PERGUNTA – Que se preparou para ser jornalista.
DANIEL
– Todo esse itinerário de preparação, que terminava num estatuto de prestígio e autoridade do jornalista, está sendo destruído pela aparição repentina de alguém que encontra uma foto e a coloca na internet. E essa foto pode destruir alguém. Há vantagens, não para o jornalista, mas há vantagens. É o sonho da opinião pública, pois se abre uma possibilidade infinita de se expressar. Mas o que eu dizia com relação ao perigo que existe nessa situação é algo que me preocupa.

PERGUNTA – Camus dizia que o jornalismo é a informação crítica. Talvez a velocidade possa mudar essa definição de jornalismo.
DANIEL
– Não é forçosamente mau reagir diante das opiniões. Além disso, essa velocidade proporciona uma visão imediata do sentir popular. Nem tudo é negativo. Pode-se saber instantaneamente se o que escrevemos desperta interesse. Mas a verdade é que todo mundo está com medo.

PERGUNTA – Em seu livro sobre Camus, leem-se quatro diretrizes que resumem as obrigações de um jornalista: “Reconhecer o totalitarismo e denunciá-lo. Não mentir e saber admitir o que se ignora. Negar-se a dominar. Negar-se sempre, sob qualquer pretexto, a praticar qualquer tipo de despotismo, incluindo o provisório”. Quais são, para o sr., as obrigações de um jornalista hoje?
DANIEL
– A lista de Camus ainda é válida. O que é preciso acrescentar a ela? Provavelmente a capacidade de conhecer as novas armadilhas da tecnologia. Quando Camus enumerou essas obrigações, ainda não existia a televisão. E o reinado da imagem mudou tudo, incluindo a forma de escrever. Imagine um romancista que escrevesse um romance e em cada parágrafo alguém lhe dissesse que seu nível de audiência estava caindo ou subindo. Escrever em razão da reação imediata do leitor! A grande inovação que intensificou os temores enunciados por Camus é a simultaneidade, a onipresença, o fato de que, quando alguém fala, faltam segundos para que a Terra toda saiba o que diz. Isso é algo extraordinário.

PERGUNTA – O sr. diz que a ameaça à vida privada é o pior defeito do jornalismo atual.
DANIEL
– Há muita gente que pensa que a transparência é algo muito importante e que, se a vida pública se misturou à vida privada, o leitor tem o direito de conhecê-la. Há pessoas de alto nível que pensam que, se [o premiê italiano, Silvio] Berlusconi mistura sua vida pública com seus interesses privados, temos o direito de conhecer detalhes desses fatos. Há pessoas que não são desonestas, mas que pensam dessa forma. E isso nos pode levar muito longe.

PERGUNTA – Por isso o sr. diz que um jornalista tem um poder injusto.
DANIEL
– Naturalmente, muito frequentemente é assim. A capacidade de fazer o mal que tem o jornalista é devastadora. Em um dia ou em uma hora se pode desmontar uma reputação. É um poder terrível.

PERGUNTA – E como se pode limitar esse poder sem chegar à censura?
DANIEL
– É uma apreciação difícil, que depende, em primeiro lugar, do diretor de Redação, do redator-chefe, do chefe de departamento, da forma como se concebe o periódico. Isso acontece dentro de quatro paredes; não existe uma lei para isso.

PERGUNTA – Como Camus, o sr. adverte contra os furos de reportagem: é melhor averiguar do que publicar uma notícia que não é certa. Não é preciso ser o primeiro.
DANIEL
– É melhor ser o segundo, mas verídico, do que o primeiro, mas equivocado. Todo mundo quer ser o primeiro. Na época de Camus, havia um grande assunto, a violência, e ele queria aprofundar-se mais nisso; a questão dos furos ficava em segundo lugar. Conversamos muitas vezes sobre isso: quando acabará o mal, como se reage a uma agressão. Chega-se a imitar o inimigo? Que futuro terá nossa causa se empregarmos as mesmas armas que nossos inimigos? E o jornalista? É honesto quando utiliza meios que considera inaceitáveis quando usados por outros? Hoje temos perguntas semelhantes. O que fazemos com o Irã? Temos que fazer como o Irã para combater o Irã? A pergunta é se estamos condenados ou não, hoje, a imitar os meios empregados pelos inimigos. Camus me interessou e continua a me interessar porque sua grande preocupação tem a ver com o modo como o jornalismo precisa enfrentar o grande tema de nossos tempos: a violência. Cada texto fundamental sobre o jornalismo deveria vir acompanhado de uma filosofia da violência.

PERGUNTA – O sr. diz que o jornalismo consiste em viver a história enquanto ela se faz. Como vê a história se fazendo hoje?
DANIEL
– Perdemos os instrumentos da previsão; essa é a maior novidade. Não existe ciência econômica, não há conhecimento analítico financeiro -todos erraram. Há dez anos todos vêm errando. Perdemos os instrumentos de previsão e nos faltam paradigmas. Lévi-Strauss me disse isso e eu o escrevi: a ciência é importante, todo mundo se alegra com isso, mas nada é verdadeiro porque o mundo se tornou imprevisível. É o que ele dizia.

PERGUNTA – Inclusive com relação a Obama?
DANIEL
– Sobretudo com relação a Obama. Quem havia previsto Obama?

A íntegra desta entrevista saiu no “El País”. Tradução de Clara Allain.


Jornalismo Especializado I (filmes recomendados)

Primeira análise entre “Asas do Desejo“(Wim Wenders) e “Cidade dos Anjos“.

Trailer de Asas do Desejo:

Trailer de Cidade dos Anjos (City of Angels):


Frankenstein de Mary Shelley

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Neste semestre a primeira indicação de filme será “Frankenstein de Mary Shelley“. O filme corresponde a matéria Análise do Discurso em Comunicação, e serve para o exercício da semiótica!

Para saber mais sobre Frankenstein acesse aqui.

Assista ao trailer: