Para serem competitivas, empresas devem seguir contratando formados

“Para serem competitivas, empresas devem seguir contratando formados”, diz Maria Isabel da Silva
Por Thaís Naldoni/Redação Portal IMPRENSA

A validade do diploma no momento da contratação de um profissional para um veículo de comunicação é uma das maiores questões que rondam as rodas de discussão de jornalistas, após o fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, decidida pelo Superior Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira (17).

Maria Isabel da Silva, jornalista, assessora de Gabinete da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e editora do jornal da AME, comenta a decisão do Tribunal e seus impactos.

Portal IMPRENSA – Na sua opinião, a decisão do STF é correta?
Maria Isabel – Não creio ser correta, pois não houve essa flexibilidade com outras profissões, apenas com o Jornalismo. E o presidente do Supremo foi infeliz ao comparar Culinária e Corte e Costura com Jornalismo, pois, sem desmerecer essas profissões, elas nada tem a ver com o Jornalismo, que é eminentemente intelectual e cuja essência é relatar os fatos e formar opiniões.

IMPRENSA – Quais as principais conseqüências, no seu ponto de vista, para a academia e para o mercado?
Maria Isabel – Haverá uma ampliação no mercado educacional, na implementação de cursos técnicos e breves, que nem de longe oferecerão a mesma qualidade que oferecem os bons cursos universitários, de longa duração, que não serão extintos e continuarão garantindo a qualidade na formação de um bom profissional de mídia. O mercado verá surgir meios de comunicação de qualidade duvidosa e o resultado será a valorização do profissional bem formado, aquele com graduação e pós-graduação em jornalismo e Comunicação. Será esperto aquele profissional que prime pela boa formação, assegurando-se em conhecimentos técnicos e teóricos.

IMPRENSA – Você acredita que as empresas continuarão a priorizar os formados?
Maria Isabel – Aquelas empresas sérias, que desejam preservar a qualidade de seus serviços continuarão a priorizar os formados, sem dúvida. Mesmo as que visem somente o lucro, se quiserem se manter no competitivo mercado da informação deverão manter quadro de colaboradores com boa formação e isso só um diploma universitário, no mínimo, pode oferecer.


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