Para jornalista da Câmara de Comércio Americana, em mercado competitivo perde quem não tiver diploma

Para jornalista da Câmara de Comércio Americana, em mercado competitivo perde quem não tiver diploma
Por Thaís Naldoni/Redação Portal IMPRENSA

A jornalista Ana Redig, gerente de Comunicação da Câmara de Comércio Americana, acredita que o fim da exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão – decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira (17) – não influenciará empresas sérias de comunicação.

“As empresas que trabalham a comunicação a sério não vão contratar alguém sem formação”, declarou ao Portal IMPRENSA. Para a profissional, formada pela Universidade Federal Fluminense, “todas as profissões têm seu expertise”; a exigência do diploma é “uma questão de respeitar a formação”.

IMPRENSA – Na sua opinião, a decisão do Supremo Tribunal Federal é correta?
Ana Redig – Não. Não acho mesmo que deveria ter sido julgada. Parece mesmo que o STF não tem matéria mais importante para se preocupar. As empresas que trabalham a comunicação a sério não vão contratar alguém sem formação. Nenhum restaurante, usando a comparação infeliz do relator, ministro Gilmar Mendes. contrataria um chef que não sabe cozinhar, não sabe planejar as compras, prever as bebidas necessárias, montar um cardápio. Todas as profissões têm seu expertise. É uma questão de respeitar a formação. Queria ver se acabassem com a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

IMPRENSA – Quais as principais consequências para a academia e para o mercado?
Ana – Creio que vão aparecer milhares de cursinhos para dar mini aulas de texto, internet e tal. Essas pessoas acabarão por serem contratados pela metade do valor já mal pago pelo mercado. Os patrões terão exatamente este argumento para pagar pior: você não tem formação superior.

IMPRENSA – Você acredita que as empresas continuarão a priorizar os formados?
Ana – Sim, o próprio presidente da Associação Nacional de Jornais [Paulo Tonet Camargo] disse que as empresas associadas continuarão a contratar jornalistas formados com curso superior. Em um mercado competitivo, perde quem não tem formação básica, já é necessário ter inglês e, para algumas posições, a pós graduação já é uma exigência. É o mercado quem dá as cartas, não o STJ.


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