Brasil não é tão violento quanto se pensa, diz ‘Economist’

BBC Brasil

O Brasil já não é mais tão violento como se pensava, afirma um artigo publicado na edição semanal da revista britânica The Economist.

“Algo inesperado está acontecendo”, diz a revista. “O número de homicídios no país está caindo e parte das melhorias se deve à queda abrupta dos índices registrados em São Paulo, o estado mais populoso do Brasil”.

Segundo dados divulgados pela Economist, o número de homicídios em São Paulo caiu pela metade nos últimos cinco anos.

“Tire este Estado do mapa e as coisas ficam um pouco piores. Mas ainda assim, outras partes do país têm apontado melhorias. No Rio de Janeiro, a taxa de homicídio caiu de um pico de 64 para cada cem mil habitantes em meados dos anos 90 para 39 no ano passado”.

Estereótipos
Segundo a revista, há três razões por trás dos avanços registrados em São Paulo. A primeira delas é o melhor controle de posse de armas por meio de uma lei federal de 2003.

Em segundo lugar, mudanças nas políticas de segurança também desempenharam um papel importante, diz a Economist.

“Houve um declínio no número de mortes envolvendo a polícia de São Paulo. Em meados dos anos 90, os policiais estavam envolvidos em um quinto das mortes violentas.”

Segundo fontes ouvidas pela revista britânica, a polícia também melhorou sua estratégia de combate ao crime.

“O estabelecimento de uma força de elite de 700 policiais aumentou o índice de crimes solucionados de 7% para 80%. Os policiais de elite usam tecnologia nas investigações e agem preventivamente”.

O artigo afirma que o terceiro fator é demográfico, já que na última década a proporção de jovens com idades entre 19 e 24 anos diminuiu de 19,4% para 17,6%.

Esses dados têm reflexo na queda dos índices de homicídios porque, segundo a revista, nesta faixa etária está concentrado o maior número de pessoas sujeitas a cometer crimes.

“Quando se pergunta aos estrangeiros o que lhes vêm à cabeça quando pensam no Brasil, a imagem de um garoto armado calçando chinelos de dedo não fica atrás das piruetas dos jogadores de futebol e das dançarinas do carnaval em seus biquínis enfeitados com lantejoulas”.

Mas diante da redução dos crimes, é provável que um desses estereótipos tenha de se aposentar, afirma a revista.


2 respostas para “Brasil não é tão violento quanto se pensa, diz ‘Economist’

  • amoralis

    Manda o jornalista do The Economist passar um mês na periferia de São Paulo e nas favelas do Rio para ver se diminuiu alguma coisa, só quem mora nesses locais sabe o que acontece!

    Utilizar dados da Secretaria de Segurança, a mesma que foi acusada de “manipular” as informações, acaba criando essa falsa sensação de que estamos indo bem…bem para o fundo do buraco, isso sim!

  • gilsonbernardo

    É como eu sempre digo:
    Bandido tem que ser tratado como bandido.
    Esse negócio de visita íntima, televisão nas celas, isso tem que acabar. Para quê liberar as saídas nos feriados tipo Natal e Dia das Mães, sendo que todos sabem que grande parte deles não retornam aos presídios? O que é estranho, já que em suas casas talvez eles não façam 3 refeições diárias, igual quando eles estão no Hotel financiado com o NOSSO dinheiro.

    Rio de Janeiro: Sempre que o Exército sobe os morros, aquilo vira uma paz ímpar, não tem tiroteios, e o tráfico se esconde.
    Que tal construir um batalhão no meio da favela, e deixar o Exército tomar conta daquela zona??

    Para situações extremas, medidas extremas.

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