Parlamentar reclama de poucas famílias “controlarem” a imprensa no País


O deputado Emiliano José (PT-BA) destacou há pouco que poucas famílias controlam o sistema de comunicação brasileiro. “Milhares de brasileiros estão limitados a apenas receber as informações divulgadas pelas poucas famílias que controlam a comunicação brasileira”, disse.

Emiliano José, que participa do Seminário Internacional “Regulação da Comunicação Pública”, acrescentou que a regulação das comunicações é própria de países com a democracia consolidada. “Hoje há limitação da liberdade de expressão no Brasil, porque diversos setores estão impedidos de falar”, afirmou.

O integrante do “Intervozes – Coletivo Brasil de Comunicação Social” Jonas Valente ressaltou que a regulação da comunicação já existe e nasceu por interesse dos empresários de rádio e TV. “Era necessário que o Estado autorizasse o uso do espectro radioelétrico, para impedir a interferência na transmissão de sinais das emissoras”, explicou. Segundo ele, a questão central não é se deve haver ou não regulação, mas qual regulação deve ser feita.

Valente afirmou que um novo marco regulatório para as comunicações deve delimitar com precisão o que é comunicação pública, privada e estatal. De acordo com ele, na legislação atual esses limites não estão claros.

Conforme o pesquisador, as emissoras públicas, como a TV Brasil, não são do governo, mas da população. Elas devem ter instâncias de controle, como conselhos curadores, formados por diferentes setores e representações da sociedade, e financiamento autônomo.

Para o integrante do Intervozes, outro grande problema da legislação atual é a não obrigatoriedade das emissoras de televisão aberta de transmitirem os canais estatais, como TV Câmara, TV Senado e TV Justiça, por exemplo. Hoje apenas as TVs por assinatura são obrigadas a oferecer ao público esses canais.

Por Lara Haje, da Agência Câmara


A tiragem turbinada de Veja

Como não tenho competência para falar sobre o tema, solicitei informações a alguns profissionais de São Paulo acerca da queda nas vendas da Revista Veja* [aqui]. Não demorou muito e algumas valiosas informações, quanto aos boletins divulgados pelo IVC e a relação com a perda de leitores pela Veja, foram-me repassadas. Segue-se conteúdo de e-mail enviado por um desses competentes profissionais, cujo anonimato será preservado por questões óbvias:

Caro amigo,Como vc não é do ramo, informo: esses boletins do IVC são “auditorias juradas”, ou seja, não foi feita auditoria do IVC. Essas informações “juradas” podem ser auditadas e precisariam de confirmação, em até 6 meses depois, por parte do IVC, mas nem sempre acontece. De toda forma, o que quase nunca aparece nos boletins é o retorno do reparte, ou seja, o que os jornaleiros devolvem por não ter havido vendas. Repare nas bancas, fale com um jornaleiro de uma grande banca. Ele recebe, digamos, 100 ou 200 exemplares na semana, e vende só 20 ou 30. No sábado, quando adquire a edição seguinte, o jornaleiro devolve só a 1ª capa da edição anterior, amputada do exemplar, para não fazer peso, e destina a revista para reciclagem.

Já os exemplares de circulação têm uma enganação perversa no mercado, tudo para aumentar a tiragem do semanário mentiroso: assinaturas são vendidas aos milhares para secretarias de estado, especialmente SP, e nos estados onde o PSDB tem governador. Sem medo de errar, eu diria que mais de 30% da tiragem da “Revista Óia” é por assinaturas pagas pelos governos. Outra grande mentira diz respeito aos exemplares enviados a nomes de listagens, de cartão de crédito e até de condomínios, como se fossem assinantes, o que inflaciona a tiragem total, e esta é a régua das agências para colocar publicidade na “Óia”, cuja página indet. de anúncio custa, na tabela, R$ 140.000,00 por uma inserção.

Qualquer publicitário, de maior ou menor trânsito no setor, sabe disso!

(Blog Luis Nassif/Por DiAfonso)


Jornalista é detido por policiais enquanto cobria manifestação estudantil no Chile

Na última quinta-feira (15/3) a Associação de Correspondentes da Imprensa Internacional no Chile repudiou a detenção do profissional estrangeiro Ricardo Uribe durante a cobertura de um protesto estudantil na capital Santiago.

De acordo com Mauricio Weibel, presidente de União Sul-americana de Correspondentes, o cinegrafista Ricardo Uribe, da NTN 24 da Colômbia, foi preso pela Polícia Militar chilena nas imediações do Parque Bustamante de Santiago. Sob o pretexto de verificar a identidade do jornalista, a polícia o deteve e o manteve durante meia hora no interior de um veículo militar.

Segundo o site Prensa Latina, a detenção de Ricardo foi gravada, inclusive o ocorrido dentro do veículo.

“Lamentamos que até agora tenha sido impossível acertar medidas de trabalho e colaboração com os policiais militares, para resolver um problema que gera um dano grave aos direitos da comunicação e a liberdade de opinião e expressão”, disse Weibel.

Alberto Pando, jornalista da NTN 24 no Chile, afirmou que a detenção de Ricardo Uribe ocorreu enquanto gases, jorros de água e paus eram jogados contra os estudantes, que não estavam nem encapuzados, nem fazendo barreiras, simplesmente agrupados no parque.”

(Portal Imprensa)


USP está entre as 70 instituições com melhor reputação no mundo

A USP (Universidade de São Paulo) deu um salto e aparece entre as 70 instituições de ensino superior com melhor reputação no mundo, segundo ranking do THE (Times Higher Education) publicado em Londres.

No levantamento do ano passado, a USP não figurava nem entre as cem melhores. Agora, está na faixa entre o 61º e o 70º lugar. É também a única representante de toda a América Latina na lista.

O THE é um dos mais importantes avaliadores de universidades no mundo.

Para compor seu ranking de reputação, foram ouvidos 17.554 acadêmicos e pesquisadores de 137 países.

Outras instituições no Brasil, como a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), continuam fora da lista das 100 melhores.

Eles puderam indicar até 15 instituições que consideram as melhores do mundo em seus campos de estudo. Harvard foi apontada como a melhor universidade.

A USP aparece em melhor posição no ranking de reputação (subjetivo) que em outro (objetivo) também feito pelo THE.

No ranking geral, que foi divulgado no fim do ano passado e envolve 13 critérios (como relação aluno/professor, quantidade de discentes e docentes estrangeiros, número de trabalhos científicos publicados, dinheiro aplicado em pesquisa etc.), a USP aparece em 178º lugar. A Unicamp, em 286º.

Uma boa reputação, assim como uma boa colocação nos rankings com critérios objetivos, pode facilitar a obtenção de dinheiro para pesquisas, atrair estudantes e também professores e pesquisadores capacitados de outros países.

(Folha Online/Saber)


Medo de perder a Copa

Depois de tirar oxigênio de Ricardo Teixeira e de ter jogado duro com a Fifa, a presidente Dilma Rousseff decidiu suavizar a sua estratégia para a Copa do Mundo de 2014.

Motivo: temor de perder a Copa para outro país. Parece teoria da conspiração, mas tem gente graúda no governo que jura que não é.

Após a crise do “chute no traseiro”, o Palácio do Planalto recebeu um claro recado da Fifa de que havia, sim, risco nesse sentido. Patrocinadores da Copa com interesses comerciais feridos poderiam tentar levar o evento para os Estados Unidos, sob a alegação de quebra de contrato. Seria um desastre para a imagem internacional do Brasil e um prato cheio para a oposição capitalizar politicamente.

Isso explica a ação claríssima do ministro do Esporte, Aldo Rebelo, para dizer em alto e bom som que não havia outro jeito: quando pleiteou a realização da Copa, o Brasil aceitou a reivindicação da Fifa de que os produtos de seus patrocinadores poderiam ser vendidos nos jogos. E isso incluía bebida alcoólica.

Aldo torpedeou a ministra Ideli Salvatti (Secretaria de Relações Institucionais) e o novo líder do governo na Câmara, Arlindo Chinaglia (PT-SP). Em entrevista na quinta de manhã, na gravação do programa “É Notícia”(RedeTV!), Aldo comentou o recuo da véspera, quando a base do governo, com aval de Ideli e Chinaglia, decidiu que vetaria a liberação do álcool na Lei Geral da Copa.

O ministro do Esporte afirmou na entrevista que o Brasil tinha “a obrigação” e “o compromisso” de liberar a venda de bebida nos estádios porque isso fazia parte do acordo que assinara com a Fifa em 2007. No mesmo dia, o Ministério do Esporte divulgou nota confirmando o entendimento com a Fifa.

Sem entrar no mérito da questão, Aldo deixou explícito que o governo Lula fizera esse acerto e que a gestão Dilma deveria honrá-lo. Foi um gesto para a reunião desta sexta (16/03), preparada para que o governo brasileiro e o presidente da Fifa, Joseph Blatter, acertem os ponteiros.

Agora, o assunto entra noutra fase: convencer a base do governo no Congresso a entregar a mercadoria. O Brasil terá de suspender temporariamente sua legislação, o que abre um precedente para que o álcool possa voltar a ser vendido nos estádios em nossas campeonatos domésticos, desautorizando o Estatuto do Torcedor. No atual quadro de turbulência entre os aliados e o Palácio do Planalto, será uma batalha dura, mas Dilma acha que dá para ganhar a parada.

Por Kennedy Alencar/Folha de SP


Senado aprova projeto que regulamenta direito de resposta na mídia

O Senado aprovou nesta quarta-feira (14) projeto que regulamenta o direito de resposta na imprensa para pessoas ou entidades que se sentirem ofendidas pelo conteúdo publicado. Pelo texto, o direito de resposta deve ser “gratuito e proporcional” à ofensa, se o conteúdo da reportagem tiver atentado contra “honra, intimidade, reputação, conceito, nome, marca ou imagem” do ofendido.

Como o projeto foi aprovado em caráter terminativo, sem a necessidade de passar no plenário do Senado, segue para análise da Câmara –a não ser que pelo menos oito senadores apresentem recurso para a sua votação no plenário.

A exceção ao direito de resposta vale para comentários de usuários na internet na página dos veículos. Se houver retratação ou retificação espontânea do veículo, aceita pelo ofendido, o direito de resposta não precisará ser concedido. O projeto estabelece que a palavra final é do ofendido –a quem cabe ingressar com ação judicial se não se sentir contemplado com a comunicação do veículo.

Pelo texto, o ofendido tem o prazo de 60 dias para apresentar o pedido de direito de resposta ao veículo de comunicação, contados a partir da data de publicação da reportagem. Este, por sua vez, tem sete dias para responder oficialmente. Ao não se sentir contemplado, entra com a ação na Justiça para publicar ou veicular a resposta.

A partir do início da ação, o juiz tem o prazo de 30 dias para tomar uma decisão e proferir sua sentença –o que, segundo o senador Pedro Taques (PDT-MT), acelera a publicação ou veiculação da resposta na imprensa.

Relator do projeto na CCJ, Taques disse que as mudanças não têm como objetivo censurar a imprensa. “Este projeto não toca na liberdade imprensa. Aqui não se trata, como poderia ser, de qualquer limitação ao conteúdo, muito menos de censura prévia à manifestação de imprensa que deve ser livre no estado democrático de Direito.”

MUDANÇAS

Hoje, a Constituição Federal assegura o direito de resposta em seu artigo 5º, ao determinar que ele deve ser “proporcional ao agravo”, com indenização por “dano material, moral ou à imagem”. Mas não define regras para a sua aplicação.

A regulamentação do direito de resposta era um dos artigos da Lei de Imprensa, revogada pelo STF (Supremo Tribunal Federal) em 2009. Desde então, não houve uma nova lei sobre o tema.

Pelo texto, o ofendido pode reivindicar diversos pedidos de direito de resposta se o conteúdo original for replicado por outros veículos. “Se o agravo tiver sido divulgado, publicado ou republicado, transmitido ou retransmitido, em mídia escrita ou em cadeia de rádio ou televisão para mais de um município ou Estado, idêntico alcance será conferido à divulgação da resposta”, diz o projeto.

A resposta, segundo o projeto, deve ter o mesmo destaque e publicidade que a matéria original. As condições devem ser impostas pelo juiz. Fica previsto o pagamento de multa diária ao veículo até a suspensão das suas atividades se a determinação judicial não for cumprida.

O projeto é de autoria do senador Roberto Requião (PMDB-PR), que apresentou o projeto no ano passado, depois de retirar um gravador das mãos de um repórter por ter discordado de sua pergunta.

Requião havia apresentado projeto com teor semelhante em 1996, em mandato anterior. O jornalista questionou se ele abriria mão de sua aposentadoria como ex-governador do Paraná.

(Folha Online)


Conhecimento científico do jornalismo no Brasil [Seminário]

A Fapesp realizará o seminário “Conhecimento científico do jornalismo no Brasil: a contribuição de Alberto Dines”, no dia 22 de março de 2012, no Auditório da Fundação (Rua Pio XI, 1500 – Alto da Lapa, SP; sugestão de estacionamento: Rua Jorge Americano, 89).

O evento se dá por ocasião do octogésimo aniversário de nascimento do jornalista Alberto Dines, em fevereiro de 2012, para uma reflexão mais aprofundada sobre a sistematização do conhecimento e da prática do jornalismo no Brasil.

O jornalismo é uma atividade de comunicação social que vem sendo há muito tempo objeto de estudos de cientistas sociais interessados em avaliar com instrumentos e métodos aceitáveis pela comunidade acadêmica os seus efeitos sobre a sociedade e os modos pelos quais ele é exercido.

Embora muitos ainda o considerem uma arte ou um ofício, o jornalismo conquistou ao longo do século 20 reconhecimento como um conjunto de procedimentos passível de estudo sistemático e apto para o desenvolvimento de técnicas universalmente aplicáveis com resultados de alguma forma previsíveis.

No Brasil, um dos pioneiros nesse tipo de abordagem para o jornalismo é Alberto Dines, responsável pela introdução no país de inovações como: a comparação sistemática de produtos jornalísticos com o objetivo de dela derivar algum tipo de conhecimento universal, a crítica da mídia, a prática de jornalismo na internet.

Dines é o autor de um dos maiores clássicos da literatura acadêmica sobre jornalismo, O Papel do Jornal, há mais de 40 anos adotado na bibliografia de quase todos os cursos de graduação e pós-graduação em jornalismo no país. Na Universidade de Campinas, ele foi um dos responsáveis pela criação do Labjor (Laboratório de Estudos Avançados em Jornalismo), um centro de referência, no país e na América Latina, para a formação e para os estudos em divulgação científica e cultural.

Programação

8h30 – Recepção e café

9h – Abertura – Celso Lafer, presidente da Fapesp

9h30 – Criação do Departamento de Pesquisa do Jornal do Brasil – Fernando Gabeira, jornalista, escritor, ex-deputado federal

10h – Estruturação das disciplinas de Jornalismo Comparado e Teoria da Imprensa – José Marques de Melo, professor emérito da ECA/USP

10h30 – Jornalismo e biografia: a construção de Morte no Paraíso: A Tragédia de Stefan Zweig – Sérgio Vilas-Boas, doutor em comunicação pela USP

11h – Cadernos de Jornalismo e Comunicação – Carlos Eduardo Lins da Silva, livre-docente e doutor em Comunicação pela USP

11h30 – Perguntas e respostas]

12h – Almoço

13h30 – Crítica da imprensa (“Jornal dos Jornais”, revista Imprensa, “Jornal da Cesta” e Observatório da Imprensa) – Caio Túlio Costa, doutor em Comunicação pela USP e professor da Faculdade Cásper Líbero

14h – Livro O Papel do Jornal, um dos mais importantes estudos sobre o jornalismo no Brasil – Eugênio Bucci, doutor em Comunicação pela USP e professor da ECA/USP

14h30 – A experiência do Labjor na Unicamp – Carlos Vogt, doutor em Ciências pela Unicamp, ex-reitor da Unicamp, ex-presidente da Fapesp

15h – Intervalo para café

15h30 – Jornalismo na internet – Luiz Egypto, redator-chefe do Observatório da Imprensa, mestre em História pela PUC-SP

16h – Perguntas e respostas

16h30 – Encerramento – Alberto Dines, diretor editorial do Projor

***

Clique aqui para confirmação de presença.

(via observatório da imprensa)


Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.