Jornalismo Universitário

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Esse post é dedicado a todos os estudantes de jornalismo que não entendem o verdadeiro propósito do blog, na visão mercadológica do jornalismo.

A saber, o blog é uma das ferramentas da web que revolucionou os meios de comunicação, permitindo que diversas pessoas tenham voz para o mundo.

Enquanto as revistas, jornais, televisão, rádio, entre outros meios apenas emitiam informações, o receptor ficava ali, escutando e murmurando consigo mesmo as falcatruas e maracutaias realizadas nos meios estatais, limitado a fazer uma ligação ao veículo, pedindo por um impeachment. Com o blog, essa “prisão” da voz do povo se esvaiu. Agora todos podem emitir suas opiniões e fazerem suas críticas, e muito mais.

Atualmente o blog vem sendo usado de diversas maneiras, seja por uma empresa, para apresentar seus produtos ou conversar com seus consumidores, ou por um profissional, ou estudante, que queira fazer seu marketing, apresentando seu profissionalismo e suas competências.

O blog, mais do que uma ferramenta livre da web, é um instrumento de suma importância para comunicar informações valiosas. O que o usuário considera uma informação de valor? Bem, isso cabe a cada um fazer uso da forma mais inteligente e criativa possível do blog.

Para todos meus páreas de profissão e academia, encorajo a começar um blog e investir tempo nele. Investir dinheiro em um negócio cujo retorno é incerto, é difícil, mas investir tempo em algo altamente gratuito, e simples, cuja ferramenta você pode usar como um expositor de sua criatividade e profissionalismo, serei sincero, é um grande investimento.

Já ouvi muitas respostas como “não gosto”, “não tenho tempo” etc, mas o estudante que faz jornalismo por paixão, esse sim conseguirá tempo para postar, nem que seja uma foto interessante ou um artigo de algum renomado escritor, jornalista, entre outros (logicamente com os créditos do próprio autor). Assim, o blog nunca ficará desatualizado. Mas não é bom tornar isso um hábito. Crie seus próprios artigos. Fazer críticas pertinentes e oferecer ao leitor informações que acrescentem, em muitos casos são elogiados por eles.

Por isso, batendo na mesma tecla, seja criativo. Tente sentir o mercado da comunicação. Leia muitos livros, muita notícia; assista a noticiários e não fique somente andando no “caminho das índias”; busque assistir bons filmes que tragam conhecimento. Extraia o máximo de informação e conhecimento de tudo o que você ler, assistir, ver, escutar, tudo isso poderá ser ponto de partida para inserir um bom artigo no blog.

A ferramenta do jornalista é a leitura e a escrita. Mais a escrita. Se este “profissional” se diz o tal, mas tem uma porcaria de texto, sinto muito, “no donut for you” (sem chance). Mas, se os textos são bons, compreensíveis, coerentes, não haverá críticas técnicas, mas críticas relacionadas ao assunto. O que no caso de uma péssima escrita, o leitor vai bater o olho -, assim como eu faço, – e vai procurar ler algo em português.

Estudantes de jornalismo, Fiquem de olho. Essa é a hora de investir.

O blog é o princípio do seu ofício.

Márcio Ikuno

www.mybloggerpress.wordpress.com

Escrito por amoralis

16 16UTC Setembro 16UTC 2009 em 17:04

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“Acabaram com o diploma… Mas e daí? ”

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A decisão anunciada pelo STF, no último dia 17, pegou de surpresa a categoria de jornalistas diplomados, causando, a princípio, uma apatia geral.

Vi jornalistas antigos e experientes indagando: “E agora, anularam minha vida!”. Vi jovens universitários e formandos se perguntando: “Por que passei todos esses anos estudando para obter um diploma e agora ele não serve para nada?”.

O fim da exigência de diploma para exercer a profissão de jornalista fez gerações de profissionais irem dormir e acordarem no dia seguinte sem respostas enquanto seguiam para mais um dia de trabalho.

Eu tenho 11 anos de profissão e imagine se a partir de agora me perguntarem “o que você faz?”. Respondo: “Sou jornalista”. E a segunda pergunta vem automática: “com diploma ou sem diploma??”.

E que venham as piadas… Teoricamente, qualquer um agora é jornalista, segundo entendimento do STF, até que provem o contrário…

Piada mesmo, quem não achou foram aqueles pais que dão um duro danado para pagar a faculdade particular de seus filhos, aqueles jovens que precisam trabalhar para terminarem um curso superior que agora não vale nada, e aqueles já não tão jovens, que achavam que ter um diploma em pleno século XXI lhes daria melhores oportunidades no mercado de trabalho.

Então depois de muito pensar… Cheguei à seguinte conclusão: Acabaram com o diploma… Mas e daí?

Então, disse aos meus experientes colegas, que depois de tantos anos de profissão, com tantos conhecimentos teóricos, práticos e técnicos, curso de especialização, cursos de aperfeiçoamento, não tem porque achar que anularam minha vida. Pelo contrário, o mercado de trabalho que já estava difícil vai ficar ainda pior com tantos novos jornalistas “sem diploma”. Mas não para nós, que conquistamos, com mérito, nosso espaço.

O argumento de nossos ministros é que todos têm direito ao exercício pleno das liberdades de expressão e informação.

Acontece que nós, da categoria dos jornalistas “com diploma”, não passamos quatro anos e meio na faculdade apenas divagando sobre assuntos e expressando nossos ideais. Para isso, tem outras faculdades mais afins. Creio que exercer o jornalismo vai bem além de exercer a liberdade de expressão.

A minha faculdade e meus estágios, pelos quais os “novos jornalistas” infelizmente não terão a oportunidade de passar, me ensinaram coisas fundamentais, como ética profissional, deontologia jornalística (série de obrigações e deveres que regem a profissão), diferença de linguagem de cada veículo de comunicação, imparcialidade, ouvir os dois lados dos fatos, além de conhecimentos técnicos e em outras áreas, como Economia e Direito.

Agora, não só ministros do STF, Presidente da República, como biólogos, matemáticos, terapeutas, psicólogos, enfermeiros, copeiros e diaristas, podem passar a escrever matérias para jornais, revistas, websites, programas de TV e de rádio.

O presidente do STF, Gilmar Mendes, comparou a profissão de jornalista com a de cozinheiro, o que embora não seja desmerecedor, foi muito infeliz devido à tamanha falta de afinidade entre as duas profissões. Temos bons chefes de cozinha no Brasil, assim como temos bons profissionais em todas as áreas acima citadas.

Mas a conduta profissional do cozinheiro não está associada à boa redação, imparcialidade, veracidade dos fatos, ética, defesa dos direitos do cidadão e dos princípios constitucionais, já a do jornalista, sim. E essa conduta faz parte dos códigos e leis que regem a profissão, aprendidos nas salas de aula das faculdades.

Portanto, cada um no seu quadrado.

Nádia Faggiani – Jornalista e Especialista em Marketing pela FGV

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25 25UTC Junho 25UTC 2009 em 16:05

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O fim da exigência de diploma para o exercício do jornalismo

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* Tomás Barreiros

O destino de dezenas de milhares de brasileiros portadores de diploma superior de Jornalismo foi afetado hoje por um julgamento levado a cabo por magistrados que demonstraram não saber o que estavam julgando.

Julgava-se a obrigatoriedade ou não do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão. Mas todas as falas dos magistrados indicavam que eles estavam analisando outra coisa. Eles falavam do direito à livre expressão do pensamento. Outra coisa, completamente diferente.

O pior de tudo é que eles pareciam nem ter se dado conta dessa diferença. Tal cegueira seria mesmo fruto de uma enorme ignorância a respeito do que julgavam ou haveria outra coisa nos bastidores? Talvez não seja de duvidar essa hipótese, dado, por um lado, o enorme poder político e econômico dos interessados no fim do diploma e, de outro, a tradição de pouca confiabilidade de nosso sistema judiciário.

Será que os juízes do STF acreditam mesmo que os proprietários de veículos de comunicação que defendiam o fim do diploma estavam interessados em defender a liberdade de expressão, como raposas que defendem a abertura das portas do galinheiro para o bem da liberdade das galinhas?

A exigência de diploma para o exercício da profissão de jornalista tem tanto a ver com o direito à livre expressão do pensamento quanto a exigência de Carteira Nacional de habilitação com o direito constitucional de ir e vir.

Pela lógica dos juízes do Supremo, qualquer cidadão poderia dirigir – caso contrário, estaria tolhido na sua liberdade de ir e vir. Pela mesma lógica, os cidadãos poderão prescindir do trabalho dos advogados, em qualquer circunstância, em nome do direito constitucional à ampla defesa.

Como se vê, parecem absurdos – assim como é absurdo relacionar a exigência do diploma com a limitação à livre expressão do pensamento.

Os distintos senhores magistrados do STF têm uma ideia completamente romântica e ultrapassada do jornalismo, como se estivessem parados no século 19 ou início do século 20. Acham que ser jornalista e trabalhar num veículo de comunicação significa expressar livremente o pensamento. Ou seja, eles não têm qualquer noção do que é o trabalho do jornalista. Acham que o jornalista tem como função manifestar seu pensamento – o que todos nós, jornalistas, sabemos que não pode ser feito pelo jornalista, a não ser em casos excepcionais ou muito específicos, como na redação de artigos e crônicas, gêneros, aliás, abertos a qualquer pessoa, com ou sem diploma.

O fim do diploma tem vários subsignificados muito tristes. Como a demonstração do total despreparo dos juízes do STF para julgar uma matéria sem conhecimento mínimo do que estão tratando. A incapacidade da classe dos jornalistas de se articular com força contra os capitalistas da mídia. A facilidade imensa que têm o poder do capital contra a fraqueza dos trabalhadores nas instâncias de poder.

Esperemos agora as consequências do fato. A desvalorização da profissão. O achatamento dos salários. A ideologização cada vez maior das redações. O povoamento das redações com estagiários de vários cursos e com apaniguados do dono do negócio. Funcionários cada vez mais submissos aos condicionamentos do patrão. Enfim, tudo com que sempre sonharam muitos dos donos da mídia.

E os senhores magistrados dormirão tranquilamente, embalados por sua ignorância – que lhes garante estar convencidos de que não fizeram nada de errado.

* Jornalista profissional diplomado e professor universitário

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23 23UTC Junho 23UTC 2009 em 13:58

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Diploma de jornalismo…eis a questão!

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18 18UTC Junho 18UTC 2009 em 14:07

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MEC cria comissão para rever diretrizes do curso de Jornalismo

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(Imprensa) O Ministério da Educação (MEC) criou uma comissão para avaliar as diretrizes da graduação em Jornalismo nas universidades brasileiras. O grupo será presidido pelo professor José Marques de Melo, fundador da Escola de Comunicação e Artes (ECA) da Universidade de São Paulo (USP) e colunista da revista Imprensa.

Segundo informou a Agência Brasil, a comissão terá início na próxima quinta-feira (19) e os trabalhos durarão 180 dias.

O objetivo da comissão será avaliar e rever o conteúdo pedagógico das grades de comunicação social. O ministro da educação, Fernando Haddad, chegou a levantar a possibilidade de criar um curso de especialização em Jornalismo, para que profissionais de outras áreas possam exercer a profissão.

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16 16UTC Fevereiro 16UTC 2009 em 17:08

II Seminário Internacional Rumos Jornalismo Cultural

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Nicolau Sevcenko, João Moreira Salles, Andrew Leland, Otávio Frias Filho, Antonio Granado, Roberto DaMatta, Eduardo Coutinho e Júlio Villanueva são alguns dos convidados que estarão nas mesas de debate que marcam o encerramento de formação e difusão do programa Rumos Jornalismo Cultural 2007-2008.

Entrada franca. Não há necessiddade de inscrição antecipada.
Confira a programação em tela ou no http://www.itaucultural.org.br/.

O seminário
O seminário tem a curadoria de Cassiano Elek Machado e reúne 21 jornalistas, pesquisadores e acadêmicos do Brasil e do exterior para debater com o público presente as práticas, tensões conceituais e modelos atuais de jornalismo cultural. Confira na programação os temas das mesas.

Lançamento de Publicações
No primeiro dia do seminário, 03.12, quarta-feira, após as mesas de debates, ocorre os lançamentos:
- da revista :singular – produzida pelos universitários selecionados na Carteira Estudante de Graduação;
- da pesquisa Mapeamento do Ensino de Jornalismo Cultural no Brasil em 2008, elaborada pelos docentes contemplados na Carteira Professor de Graduação.

Local
Sala Itaú Cultural (273 lugares) – Av. Paulista, 149 – São Paulo/SP
dias 03, 04 e 05 dezembro (quarta, quinta e sexta-feira). Horário: veja programação em tela ou anexo, com perfil dos palestrantes.
Entrada franca – não há necessidade de inscrição antecipada

Programação

dia 03 dez quarta
17h30
O Olhar Cultural
com José de Souza Martins, Nicolau Sevcenko. José Castelo (mediador).
19h30
O Jornalismo de fôlego
com Eduardo Coutinho, João Moreira Salles e Otavio Frias Filho. Claudiney Ferreira (mediador).
21h
coquetel de lançamento das publicações

dia 04 dez quinta
17h30
Casos Crônicos
com Antonio Prata, Arthur Dapieve, Humberto Werneck. João Gabriel de Lima (mediador)
19h30
Palavras Cruzadas
com António Granado (Portugal), Fábio Malini e Yoani Sánchez (Cuba). Thiago Dória (mediador)

dia 05 dez sexta
17h30
Problemas de coluna
com Contardo Calligaris e Roberto DaMatta. Cassiano Elek Machado (mediador)
19h30
Novo novo jornalismo” (encerramento)
com Julio Villanueva (Peru) e Andrew Leland (EUA). João Paulo Cuenca (mediador)

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1 01UTC Dezembro 01UTC 2008 em 13:44

Jornalista conta dificuldades da cobertura dos temporais em Santa Catarina

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Sérgio Matsuura, do Rio de Janeiro“Logo que chegamos, fomos para um abrigo e as histórias trágicas começaram a aparecer. A primeira foi a do Juliano. Ele contou que no momento do desabamento estava segurando a mulher com uma mão e a filha com a outra. Ele não aguentou e teve que soltar a mulher, mas aconteceu um outro desabamento que levou a filha também. Ele disse um frase que me chocou muito: ‘em um minuto eu perdi as duas’. Isso é o que a gente está cobrindo todos os dias. Acordo às 6h da manhã e vou dormir à 1h, ou mais tarde”.

Esse é o depoimento do jornalista Eduardo Nunomura, enviado especial de O Estado de S.Paulo para cobrir os temporais em Santa Catarina. Para fazer a informação chegar à casa do leitor, os repórteres se desdobram e vivem, junto com a população das cidades atingidas, as dificuldades causadas pela tragédia. Às vezes, sobrevivem, como foi o caso do fotógrafo que acompanha Nunomura, Filipe Araújo.

“O Filipe estava no morro do Baú (em Ilhota), lugar onde aconteceu o maior número de mortes em Santa Catarina, quando a terra cedeu. Ele estava a menos de 500 metros do desabamento. Ele teve que sair correndo. Foi caso de vida ou morte”, conta Nunomura.

Helicóptero resgata jornalista 
O outro jornalista enviado pelo Estadão à Santa Catarina, Rodrigo Brancatelli, também passou por problemas. Ele teve que ser resgatado por um helicóptero da Marinha. Nunomura conta que ainda não conversou com Brancatelli, mas sabe que ele está bem.

As dificuldades da apuração 
Além dos riscos, os jornalistas têm que se preocupar em dar a melhor história e fazer a melhor apuração possível. O tempo da matéria é diferente. O excesso de informações desencontradas acaba causando a desinformação, que pode induzir o jornalista ao erro.

“A gente tem que filtrar notícias, apurar muito bem. Tem que ser muito rápido. Tem que saber se a fonte é fidedigna ou não em minutos. Ontem, falaram que apareceram sete corpos no pé do morro do Baú. Eu não podia dar sem conferir. Eu precisava ver os corpos”.

“As pessoas da redação pensam só em publicar” 
O receio de tomar um furo e as dificuldades de trabalhar também afetam a atividade do jornalista. Existem muitos fatos acontecendo em lugares diferentes e ao mesmo tempo. Nunomura conta que, às vezes, podem acontecer apostas erradas. Como exemplo, cita o caso do saque a um supermercado. “Quem poderia prever que um saque aconteceria? E saque não dá para correr atrás porque ele acontece naquele exato momento. Não adianta ir depois”.

“Existem situações como essas, que as pessoas da redação não têm noção do que está acontecendo e ficam pensando só em publicar. Nós, aqui, temos que colocar as nossas vidas em segurança em primeiro lugar. Exemplo é o caso da fotografia do Filipe. Não dá para pedir um ângulo melhor. Ele tinha que se preocupar com a vida dele”, comenta.

Problemas com celulares dificulta cobertura 
Para realizar a cobertura, o Estadão enviou duas equipes, com repórter e fotógrafo, deslocou um freelancer para cobrir as informações oficiais e conta com o apoio da Agência RBS. A editora do caderno Metrópole, Viviane Kulczynski, diz que, mesmo com uma equipe grande, existem dificuldades.

“Os celulares não estão pegando direito. Em pleno século XXI temos que recorrer ao orelhão”, diz Viviane.

Fora todos essas dificuldades do fazer jornalístico, existe uma outra: a conversa com as pessoas.

“Uma coisa que é horrível de fazer, mas que a gente faz até sem querer, quase que automaticamente, é o hábito de perguntar se está tudo bem. Claro que não está nada bem”, conta Nunomura.

 

 

 

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1 01UTC Dezembro 01UTC 2008 em 13:31

Assessor da Gaviões acusa estudante de jornalismo da Uninove de injuriá-lo e difamá-lo

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O assessor de imprensa da Gaviões da Fiel, Eduardo Amarantes Ferreira, fez em setembro um Boletim de Ocorrência na 78ª DP, do Jardins, em São Paulo, contra o estudante de jornalismo e autor do Blog do Paulinho, Paulo César de Andrade Prado.

Ferreira acusa Paulinho de injúria e difamação por causa de matérias como “Bandidos organizados invadem sede da D+TV“, na qual o estudante conta um suposto ato de vandalismo e ameaça de agressão a Carla Dualib, neta do ex-presidente do Corinthians Alberto Dualib, depois de falar, em um programa, informações reveladoras sobre o time.

Paulinho escreve sobre futebol e quase sempre faz denúncias sobre o Corinthians. “A imprensa que freqüenta o clube não tem coragem de publicar. A grande maioria deles sabe, mas não publica. Não sei o porquê”, disse o estudante do 2º ano da Uninove.

“Polícia esmurrou a porta do apartamento”, diz Paulinho

Ao entregar uma notificação para que prestasse depoimento na delegacia, segunda-feira (20/10), Prado afirmou que os investigadores tentaram esmurrar a porta de seu apartamento. “Eles perguntaram para o zelador do meu prédio onde eu morava, foram sozinhos. Bateram na porta. Como eu geralmente não atendo porque já fui ameaçado (pelas denúncias que faz no blog), não abri. Eles esmurraram a porta do apartamento. Tem a marca de uma botina aqui”, disse Paulinho. “Chamei a Polícia Militar e eles logo foram embora. Na minha cabeça, não era polícia, era ladrão”, afirmou o estudante.

 

 O jornalista Juca Kfouri, em seu blog, apoiou o estudante, no texto Inútil Intimação.

José Roberto Pedroso, delegado-titular do 78º DP, apresentou, passo-a-passo, a tramitação do inquérito contra Paulinho. Disse que a suposta vítima fez um BO (Boletim de Ocorrência) que, em seguida, se transformou num inquérito. Confirma que segunda-feira a Polícia Civil foi entregar, pessoalmente, a 2ª notificação para Paulinho “prestar depoimento”. Paulinho nega que tenha recebido a primeira intimação. A polícia diz que enviou pelos Correios, mas que não tem comprovante.

O delegado Pedroso nega a tentativa de invasão de domicílio. “Os policiais nem sabiam quem era Paulinho. Foi uma ação legal. Confio nos meus policiais”, disse o delegado. José Roberto Pedroso acrescenta que os investigadores saem do distrito sem ao menos terem conhecimento do caso, nem do porquê da intimação.

Nesta quinta (23/10), o advogado de Paulinho compareceu ao distrito. O estudante de jornalismo vai prestar esclarecimentos ao 78º DP na próxima quinta-feira (30/10).

Eduardo Ferreira

O assessor da Gaviões da Fiel disse que não tem relação com o suposto ato da polícia. “Vocês têm que entrar em contato com a polícia. Não tenho nada a ver com isso”, informou.

 

Sobre as acusações de Paulinho de intimidação de Carla Dualib, Ferreira afirma ter comparecido ao local, mas nega intimidação. “Eu fui lá (D+TV) para conversar com ela (Carla)”, afirmou o assessor da Gaviões.

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24 24UTC Outubro 24UTC 2008 em 11:25

MEC vai criar comissão para definir diretrizes básicas do curso de jornalismo

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O ministro da Educação, Fernando Haddad, defendeu a criação de uma comissão que vai definir as diretrizes básicas dos cursos de graduação em jornalismo. O objetivo é assegurar a qualidade da formação dos jornalistas, profissão considerada pelo ministro como central para o sistema democrático.

De acordo com informações que chegam ao Ministério, 80% dos cursos de jornalismo em funcionamento no País são de baixa qualidade. A comissão ficará encarregada de fazer propostas ao Conselho Nacional de Educação que, por sua vez, irá formular novas diretrizes curriculares. Elas servirão de base para a autorização e reconhecimento de novos cursos e para o controle da qualidade dos que já existem, permitindo, inclusive, o fechamento dos que não estiverem adequados.

Comissão será formada em breve


A comissão será formada por pessoas com sólida formação teórica, mas que também possuam experiência profissional. Ainda não existe data fixada, mas, segundo a assessoria do Ministério, ela deverá ser instituída nos próximos dias.

 

 

 

O anúncio foi feito na manhã desta quinta-feira, durante encontro com representantes da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), da Sociedade Brasileira de Pesquisadores em Jornalismo (SBPJor) e do Fórum Nacional de Professores de Jornalismo (FNPJ).

MEC não vai interferir na regulamentação da profissão

Segundo o coordenador-geral de comunicação do Ministério, Núnzio Filho, a reunião também serviu para esclarecer que o ministro não irá interferir na regulamentação da profissão, mas na qualidade dos cursos de graduação em jornalismo.

 

 

“Se o Supremo decidir pela manutenção da obrigação do diploma, os cursos têm que melhorar. Se derrubar, eles têm que melhorar muito”, afirma Núnzio.

O presidente da Fenaj, Sérgio Murillo de Andrade, apóia a decisão do ministro e pretende participar ativamente na construção das novas diretrizes básicas.

“A Fenaj, assim como o MEC, se preocupa com a qualidade da graduação do jornalista”, avaliou Murillo.

Novas tecnologias modificaram o jornalismo

O presidente da SBPJor, Carlos Franciscato, defendeu a posição do ministro e informou que a última atualização curricular do curso de jornalismo foi feita há dez anos.

 

 

 

“De lá para cá, as inovações tecnológicas modificaram a própria forma de fazer jornalismo, a estrutura operacional, mas não modificaram o princípio”, disse Franciscato.

Também participou da reunião o presidente da FNPJ, Edson Spenthof. (Comunique-se)

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24 24UTC Outubro 24UTC 2008 em 11:16

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Para Juca Kfouri, Paulo Henrique Amorim “cumpre o que o patrão diz”

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Sérgio Matsuura (Comunique-se)

Em entrevista à revista Look, Juca Kfouri criticou o jornalismo praticado por Paulo Henrique Amorim. Segundo ele, Amorim é “adepto da linha profissional que cumpre o que o patrão diz”. Ainda classifica entrevista com o bispo Edir Macedo para o Domingo Espetacular como “nojenta”. A crítica foi uma resposta ao que a revista perguntou sobre a expressão PIG – Partido da Imprensa Golpista -, criada por PHA.

“Ele criou a imagem de que lutou contra a ditadura, mas nunca militou em grupo algum. (…) virou porta-voz do bispo Edir Macedo e quer ser visto como um cara de esquerda”, critica Kfouri.

A entrevista foi publicada na edição de setembro, mas foi concedida há seis meses. Hoje, Kfouri continua com a mesma opinião:

“Ele é capaz de dizer que na TV ele faz entretenimento e no blog faz jornalismo. O ‘médico e o monstro’ não falaria coisa pior”.

Paulo Henrique Amorim foi procurado pelo Comunique-se, mas se limitou a dizer que não está “interessado em saber o que o Juca Kfouri pensa”.

Escrito por amoralis

6 06UTC Outubro 06UTC 2008 em 16:34