Jornalismo Universitário

Archive for Junho 18th, 2009

“A necessidade do diploma era um interesse corporativista”, diz Juca Kfouri

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Por Eduardo Neco/Redação Portal IMPRENSA

O jornalista esportivo Juca Kfouri declarou ao Portal IMPRENSA que não é a favor da exigência do diploma de jornalismo para o exercício da profissão e que a decisão do STF (Supremo Tribunal Federal) foi acertada.

O principal argumento de Kfouri é o fato dos “grandes nomes do jornalismo não terem o diploma”. “Essa é a minha opinião: curta e grossa”, completou. No entanto, ele salienta que é a favor da formação em jornalismo para agregar qualidade ao que é produzido.

Para ele, a lei que determinava formação específica para atuar como jornalista “foi herdada da ditadura militar”. Sublinhou também que “a necessidade do diploma era um interesse corporativista que não fazia mais sentido”.

Escrito por amoralis

18 18UTC Junho 18UTC 2009 em 20:35

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Para serem competitivas, empresas devem seguir contratando formados

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“Para serem competitivas, empresas devem seguir contratando formados”, diz Maria Isabel da Silva
Por Thaís Naldoni/Redação Portal IMPRENSA

A validade do diploma no momento da contratação de um profissional para um veículo de comunicação é uma das maiores questões que rondam as rodas de discussão de jornalistas, após o fim da obrigatoriedade do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão, decidida pelo Superior Tribunal Federal (STF), na última quarta-feira (17).

Maria Isabel da Silva, jornalista, assessora de Gabinete da Secretaria de Estado dos Direitos da Pessoa com Deficiência e editora do jornal da AME, comenta a decisão do Tribunal e seus impactos.

Portal IMPRENSA – Na sua opinião, a decisão do STF é correta?
Maria Isabel – Não creio ser correta, pois não houve essa flexibilidade com outras profissões, apenas com o Jornalismo. E o presidente do Supremo foi infeliz ao comparar Culinária e Corte e Costura com Jornalismo, pois, sem desmerecer essas profissões, elas nada tem a ver com o Jornalismo, que é eminentemente intelectual e cuja essência é relatar os fatos e formar opiniões.

IMPRENSA – Quais as principais conseqüências, no seu ponto de vista, para a academia e para o mercado?
Maria Isabel – Haverá uma ampliação no mercado educacional, na implementação de cursos técnicos e breves, que nem de longe oferecerão a mesma qualidade que oferecem os bons cursos universitários, de longa duração, que não serão extintos e continuarão garantindo a qualidade na formação de um bom profissional de mídia. O mercado verá surgir meios de comunicação de qualidade duvidosa e o resultado será a valorização do profissional bem formado, aquele com graduação e pós-graduação em jornalismo e Comunicação. Será esperto aquele profissional que prime pela boa formação, assegurando-se em conhecimentos técnicos e teóricos.

IMPRENSA – Você acredita que as empresas continuarão a priorizar os formados?
Maria Isabel – Aquelas empresas sérias, que desejam preservar a qualidade de seus serviços continuarão a priorizar os formados, sem dúvida. Mesmo as que visem somente o lucro, se quiserem se manter no competitivo mercado da informação deverão manter quadro de colaboradores com boa formação e isso só um diploma universitário, no mínimo, pode oferecer.

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18 18UTC Junho 18UTC 2009 em 20:34

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Para jornalista da Câmara de Comércio Americana, em mercado competitivo perde quem não tiver diploma

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Para jornalista da Câmara de Comércio Americana, em mercado competitivo perde quem não tiver diploma
Por Thaís Naldoni/Redação Portal IMPRENSA

A jornalista Ana Redig, gerente de Comunicação da Câmara de Comércio Americana, acredita que o fim da exigência do diploma de Jornalismo para o exercício da profissão – decisão tomada pelo Supremo Tribunal Federal na última quarta-feira (17) – não influenciará empresas sérias de comunicação.

“As empresas que trabalham a comunicação a sério não vão contratar alguém sem formação”, declarou ao Portal IMPRENSA. Para a profissional, formada pela Universidade Federal Fluminense, “todas as profissões têm seu expertise”; a exigência do diploma é “uma questão de respeitar a formação”.

IMPRENSA – Na sua opinião, a decisão do Supremo Tribunal Federal é correta?
Ana Redig – Não. Não acho mesmo que deveria ter sido julgada. Parece mesmo que o STF não tem matéria mais importante para se preocupar. As empresas que trabalham a comunicação a sério não vão contratar alguém sem formação. Nenhum restaurante, usando a comparação infeliz do relator, ministro Gilmar Mendes. contrataria um chef que não sabe cozinhar, não sabe planejar as compras, prever as bebidas necessárias, montar um cardápio. Todas as profissões têm seu expertise. É uma questão de respeitar a formação. Queria ver se acabassem com a prova da OAB (Ordem dos Advogados do Brasil).

IMPRENSA – Quais as principais consequências para a academia e para o mercado?
Ana – Creio que vão aparecer milhares de cursinhos para dar mini aulas de texto, internet e tal. Essas pessoas acabarão por serem contratados pela metade do valor já mal pago pelo mercado. Os patrões terão exatamente este argumento para pagar pior: você não tem formação superior.

IMPRENSA – Você acredita que as empresas continuarão a priorizar os formados?
Ana – Sim, o próprio presidente da Associação Nacional de Jornais [Paulo Tonet Camargo] disse que as empresas associadas continuarão a contratar jornalistas formados com curso superior. Em um mercado competitivo, perde quem não tem formação básica, já é necessário ter inglês e, para algumas posições, a pós graduação já é uma exigência. É o mercado quem dá as cartas, não o STJ.

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18 18UTC Junho 18UTC 2009 em 20:33

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Diploma de Jornalismo – As opiniões

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diploma
“O relatório do ministro Gilmar Mendes é uma expressão das posições patronais e entrega às empresas de comunicação a definição do acesso à profissão de jornalista”, reagiu o presidente da FENAJ, Sérgio Murillo de Andrade.

Por Alberto Dines (Observatório da Imprensa)
“Fiquemos com a decisão do STF. Embora irreversível, não é necessariamente a mais correta, nem a mais eficaz. A maioria do plenário seguiu o voto do presidente da Corte, Gilmar Mendes, relator do processo, que se aferrou à velha alegação de que a obrigatoriedade do diploma de jornalista fere a isonomia e a liberdade de expressão garantida pela Constituição.

Para derrubar esta argumentação basta um pequeno exercício estatístico: na quarta-feira em que a decisão foi tomada, nas edições dos três jornalões, dos 29 artigos regulares e assinados, apenas 18 eram de autoria de jornalistas profissionais, os 11 restantes eram de autoria de não-jornalistas. Esta proporção 60% a 40% é bastante razoável e revela que o sistema vigente de obrigatoriedade do diploma de jornalismo não discrimina colaboradores oriundos de outras profissões.

No seu relatório, o ministro Gilmar Mendes também tenta contestar a afirmação de que profissionais formados em jornalismo comportam-se de forma mais responsável e menos abusiva. Data vênia, o ministro-presidente da Suprema Corte está redondamente enganado: nas escolas de jornalismo os futuros profissionais são treinados por professores de ética e legislação e sabem perfeitamente até onde podem ir.

É por isso que na Europa e Estados Unidos onde não existe a obrigatoriedade do diploma de jornalismo, são as empresas jornalisticas que preferem os profissionais formados em jornalismo, justamente para não correrem o risco de serem processadas e punidas com pesadas indenizações em ações por danos morais.”

Por Luiz Antonio Magalhães (Observatório da Imprensa)

“A questão da exigência do diploma para exercício do jornalismo é na verdade até simples: a profissão de jornalista dispensa a formação universitária específica porque não existe nenhuma técnica, norma ou regra que não se possa aprender nas redações, trabalhando, ou seja, fora das salas de aula. Há diversas profissões com as mesmas características, além da de cozinheiro, citada ironicamente pelo ministro Gilmar Mendes. Publicitários, músicos, artistas, escritores são alguns assemelhados: é perfeitamente possível realizar o trabalho sem ter aprendido a teoria na escola.

Tudo que um bom jornalista precisa é de talento, curiosidade e vontade de aprender a exercer a profissão, seja na universidade ou no dia a dia de seu trabalho. E de preferência manifestar esta vontade ao longo de toda a sua vida, continuamente.

Salvo exceções, os melhores profissionais acabarão sendo os mais bem formados e para isto só há uma coisa a fazer: estudar bastante. Este observador recomendaria a um jovem que deseja ingressar na profissão que curse qualquer faculdade – pode ser Direito, Economia, Engenharia, qualquer das Ciências Humanas ou até mesmo Medicina, Química ou Matemática. Uma pós-graduação em Comunicação complementaria maravilhosamente a formação, mas isto não é uma necessidade imperiosa.

O fim da exigência do diploma acaba com uma barreira corporativista tacanha, levantada por um sindicalismo medíocre, e não significa em absoluto o fim das escolas de jornalismo. De fato, o fim da exigência não impedirá que muitos jovens continuem cursando jornalismo para ingressar na profissão. Atualmente existem excelentes faculdades de Publicidade e Marketing, embora o diploma não seja obrigatório para o exercício da profissão. Muitos profissionais que se destacam neste meio são recrutados nas universidades. Por outro lado, gente com talento especial e até sem educação formal alguma poderá exercer o jornalismo sem os constrangimentos dos defensores de um canudo que no fundo só servia para a manutenção de seus próprios feudos no meio sindical.”

Escrito por amoralis

18 18UTC Junho 18UTC 2009 em 15:00

Diploma de jornalismo…eis a questão!

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0916963

Escrito por amoralis

18 18UTC Junho 18UTC 2009 em 14:07

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